segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

By Your Side: Capitulo 42 - But she will not die, Justin!


22 de Setembro de 2014, 03h017 p.m – Santa Isabel, Hospital – Justin Bieber.
Fazia horas que eu estava ali, sentado na merda daquela cadeira dura de hospital, batendo os pés no chão frequentemente. Pelas informações dos pais de Candice, ela estava com uma dor de cabeça extremamente forte, e começou a vomitar, e não era qualquer vômito, era sangue. Com tudo isso acontecendo, Candice teve que ir direto para o centro cirúrgico, pois, segundo o doutor, mais uma crise do tipo, a vida da minha Candy estaria em risco.
Ela não poderia estar em risco.
Agora ela está lá, em uma cama de um centro cirúrgico, desacordada com vários especialistas mexendo em seus seios, para tirar o tumor maligno.
Eu só espero que ela acorde. Apenas isso.
Estava andando que nem um zumbi pelos corredores estreitos daquele hospital, no qual Candy sempre fazia o seu tratamento.
Entrei no banheiro que existia ali, abri a porta de uma das cabines, entrei e fechei. Sentei no vaso - com a tampa para baixo - passei as mãos em meu rosto. Esfreguei meus olhos, ergui as mãos para meu cabelo e cocei atordoado.
Eu só queria chorar, parecia que tinha um elefante em minhas costas. Eu estava sobrecarregado, estava com medo de perder uma das pessoas que eu mais amo nesse mundo.
- Minha pergunta é: por que as pessoas boas se dão mal na vida? Puta que pariu, aquela é a Candice! - Falei soluçando.
- Logo com ela, caralho. - Chutei a porta.
- Ela não merecia isso, não merecia. - Soquei as paredes e deslizei entre elas.
- O que ... acontece ... depois ... da morte? - Limpei meus olhos com meu antebraço.
"Mas ela não vai morrer, Justin!"
Dói-me pensar, dói sentir que ela algum momento poderia estar fedendo, em decomposição, em um caixão. Sem vida, sem o seu sorriso belo para dar e vender.
"Mas isso não vai acontecer, Justin!"
- Merda, eu não posso pensar assim. Candice vai ficar bem. Eu sei que vai! - Falei sozinho novamente, limpei meus olhos, levantei.
Sai da cabine, fui em direção a pia, abri o registro da torneira, abaixei minha cabeça, junto com minhas mãos, juntei as duas levei para debaixo da torneira, acumulando água e jogando em meu rosto o limpando, fiz esse processo mais vezes, molhei meu cabelo, o arrepiei. Tirei a jaqueta a qual eu estava vestido até então, enxuguei minhas mãos e meu rosto com aquela peça, e depois amarrei em meu quadril.
Respirei fundo, olhei para o meu reflexo no espelho e eu, obviamente, estava completamente vermelho.
"Ela está bem! Confie."
Peguei meu celular, e vi que era 05h13 da tarde.
Candice estava na sala de cirurgia mais ou menos seis ou sete horas.
- Eu não vou te perder, baby. - Alisei a foto de nós dois no meu papel de bloqueio. - Eu juro.
Guardei o celular no bolso da frente e fui à porta de entrada e saída do banheiro.
- Por favor, me ajuda. - Olhei para cima e saí dali.
- Onde você estava? - Perguntou dona Pattie ao me ver chegar.
- No banheiro. - Olhei pra porta onde os cirurgiões passaram para começar a operação.
- Está quase terminando. - Ouvi a voz de Jonas, que estava sentado ao lado de sua esposa, olhando pro nada.
- Eu quero ver ela. - Desabou Morganna. - Quero ver minha filha.
- Fica calma, filha, por favor. - Consolava Márjoree. -Você, mais do que ninguém, sabe o quanto nossa criança é forte.
- Eu sei, mas eu tenho medo, muito medo. - Fungou.
- Sr. e Sra. Smith? - Ouvi o nome de um dos médicos que cuida de Candy.
Levantamos todos, e o médico prosseguiu:
- Bem, a cirurgia ocorreu como o previsto, super bem. A Candice respondeu a medicação, tudo com uma normalidade incrível.
Expulsei todo o ar que tinha em meu pulmão e sorri.
- E? Quando nós vamos poder ver ela novamente.
- Quando a mesma acordar, ela teve ser cedada. - Explicou.
- E isso vai ser quando? - Perguntei.
- Daqui algumas horas. - Olhou-me. - E, acho que agora, já estão a levando para outro quarto. - Disse olhando para o relógio em seu pulso e depois para nós. 
...
- Ela quer ver você. - Disse alegremente Morganna.
- Agora. - Mordi os lábios sorrindo e saí andando em passos largos em direção do quarto que Candy estava.
Passei por alguns corredores, e logo cheguei ao quarto esperado.
Esfreguei minhas mãos uma contra a outra, levei ao cabelo, o arrumei e entrei no quarto. Ao entrar no quarto, vi uma das pessoas que eu mais amo deitada, assistindo televisão e rindo.
Ah! Essa risada.
- Hã? Ai meu Deus. - Riu mais. - Ai. - Botou a mão no seio e riu.
- Cuidado, babe. - Cheguei mais perto.
- Justin! - Arregalou os olhos alegre.
- É, você parece bem. - A olhei de perto.
- É. - Abriu um sorriso gigante. - As horas que eu pude dormir foi ótimo. - Puxou-me.
- Mas ainda sente dor.
- Sinto, você sabe como eu sou teimosa.
- Oh, se sei. - A repreendi. - Como se sente? De verdade?
- Sério, não sinto nada demais.
- Sente dores nos seios? - Olhei para o local da palavra e reparei que estava toda enfaixada.
- Um pouco. - Olhou para sua parte. - Loiro, eu tô sem seios. - Olhou-me.
- Isso é o de menos. - Peguei sua mão. - O importante é que o caralho do tumor tá fora. - Sorri pra ela.
- O caralho do tumor tá fora. - Riu.
- Você tá salva. - Falei baixo, alisando seu rosto.
- E você me ajudou muito. - Falou pra mim meiga.
- Eu te amo.
- Pelo amor de Deus, me beija. - Ela me puxou pelo bíceps e selou nossos lábios. - Lábios bons. - Disse.
- Bons lábios. - Selei de volta puxei seu lábio superior e disse: - Saudades. - Beijei. - Eu estava com medo de perder você. - Colei nossas testas. - Eu fiquei louco quando soube que você estava no hospital.
- Obrigada por tudo - selou -, eu te amo mais que tudo - selou -, mas, menos língua e mais boca.
Ri abafado. E a beijei.
Segurei sua nuca com o total cuidado, selei seus lábios, pedi passagem que logo foi cedida. Nossas línguas se entrelaçavam uma a outra com certa, hum, saudade. Podia ser exagero, mas, esse pouco - ou não - tempo trouxe a saudade e a aflição. Chupei sua língua com volúpia, enquanto ela fazia o mesmo, mordi seu lábio inferior e a selei.
- Cof cof -
- Hã, boa noite, casal. - Disse uma voz.
- Boa noite, doutor. - Disse Candy.
- Desculpas atrapalhar, mas Justin, a Candice tem que descansar. Amanhã, talvez ela já possa ter alta, talvez, por isso a senhorita tem que descansar. - A olhou com repreensão.
- Tudo bem. - Suspirou. - É, eu tenho uma dúvida sobre o resto do tratamento.
- Diga.
- É, como sabem que eu tô ou não curada?
- Não é bem assim, nós não temos certeza se você tá ou não curada, mas temos certeza que tiramos todo o tumor do seu seio. Vamos ter a real certeza daqui a uma semana, mais ou menos, que você irá voltar ao hospital iremos fazer uma série de exames, aí sim, vamos saber se estás ou não curada.
- Tudo bem.
- Provavelmente você vai ter alta amanhã cedo. - Disse anotando algo em sua prancheta.
- Se é assim então, boa noite, amor. Fica com Deus. - Selei seus lábios. - Te amo. - Apertei nossas mãos entrelaçadas.
- Te amo. - Respondeu de volta.
23 de Setembro de 2014, 08h03 a.m – Santa Isabel, Hospital – Candice Smith.
- Esses sutiãs são horríveis, ridículos. - Digo olhando para o espelho, sendo ajudada por uma enfermeira e pela minha mãe. - Pra quê usar isso mesmo?
- Para continuar com o formato de seu seio e para você não sentir dor.
- Ah, okay. E isso vai ser por muito tempo?
- Depende de muita coisa, principalmente, da sua recuperação, e talvez você possa ou não fazer novamente a quimio.
- De novo?
- Ou não. - Apertou mais o sutiã ridículo. - Pronto. É assim mais ou menos que esse sutiã sempre tem que ficar, e com essa faixa por baixo.
- Viu, mãe? É assim?
- Sim, senhorita, eu vi. - Riu.
- É, com licença e boa recuperação. - Disse a enfermeira e saiu.
- A senhora trouxe uma blusa folgadinha?
- Sim, deixa só eu achar aqui. - Disse mamãe, indo procurar a blusa na bolsa na qual trouxe as roupas que eu iria voltar pra casa.
- Mãe, será que vai demorar muito pro meu cabelo crescer? - Digo olhando para o meu reflexo - magro - diretamente para minha cabeça, que estava coberta com lenço.
- Olha, eu andei pesquisando e nos primeiros meses, após a quimio ou não o cabelo cresce mais rápido, mas depois diminui. Mas, por estética ir cuidando do seu cabelo vai o fazer crescer mais rápido e forte.
- Espero, espero mesmo. E lápis, mãe, é horrível fazer o desenho da sobrancelha com lápis, além de ser ridículo. Cílios, cabelo e sobrancelhas, tudo tem que crescer.
- Calma, você foi forte até aqui, vai conseguir superar e esperar os obstáculos.
- Mãe, eu tô me achando horrível. - A olhei.
- Ei, você não estava assim. - Veio em minha direção.
- Eu sei, é que - sentei-me - depois da cirurgia, por mais que não poderia acontecer, mas, me desestimulou. Mãe, eu perdi a minha feminilidade, eu tô sem os meus seios. - Senti as lágrimas dominado meus olhos.
- Ei, princesa, olha pra mim. Olha pra mamãe. - Pegou meu queixo. - Você agora tá na etapa que é o que menos importa. Amor, você já passou por tantas coisas, e olha que foram coisas muito difíceis. Candice, você não irá deixar se abater agora, nessa altura do campeonato. Filha, provavelmente você se curou do câncer, e você se curou por que tava confiante, Candy você encarou tudo de cabeça erguida. Babe, você não vai desistir agora. Não vai.
- Desculpa. - Chorei. - É que, tá difícil, mãe.
- Mamãe tá aqui, para ajudar você. - Alisou minha cabeça.
Ri, e continuei:
- Você tá me tratando como uma criança. - Rimos.
- Você sempre vai ser criança, Candy. Pelo menos pra mim, para o seu pai, e para sua avó.
- Okay, tudo bem. - Funguei, ri e ergui as mãos para o alto. - Vamos embora, não aguento mais esse hospital.
...
- F-I-N-A-L-M-E-N-T-E. - Fechei a porta do carro olhando para minha bela casa.
- Vamos, você tem que comer. Lembre-se: agora você tem hora de comer. - Disse meu pai.
- Lembrei-me. - Revirei os olhos.
Meu pai pegou a bolsa na qual tinha minhas roupas, minha mãe, puxou pelos braços e abriu a enorme porta de madeira vernizada.
Dei quatro passos para frente e:
- OHHHHH CANDY.
Arregalei os olhos, olhei para todos que estavam em minha frente: meus amigos, Lissa, seus pais, minha avó, Cecília, Sílvia, Pattie, meu namorado e o pessoal da minha sala da escola.
Uau!
Estavam todos aqui, para minha chegada.
Ri nervosa, olhei para todos e olhei para cima e tinha uma faixa com a seguinte frase: Eu me curei do câncer.
- Ai meu Deus. - Falei baixo. - Muito obrigada, gente.
- Seja bem vinda, Vadia. - Disse vindo correndo Lissa em minha direção.
- Lissa? Vadiazona.
...
- Você está bem mesmo? - Perguntou pela milésima vez Hin.
- Sim, confie em mim.
- Com licença. - Alguém nos intrometeu.
Olhei para o lado e vi Kamilla.
Oi? Kamilla?
- Posso falar com você, Candice?
- Kamilla, hoje não. - Disse Justin que estava abraçado a mim.
- Não, eu preciso mesmo falar com a Candice. - Olhou pra ele e depois pra mim. - Por favor.
- Okay. - Falei suspeita.
Ela começou a andar na frente, e eu a segui, fomos para o jardim da frente da casa.
Kamilla parou, virou-se e disse:
Por favor, me perdoa. - Olhou em meus olhos.
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Eu mudei o ano em que se passa a fic, agora é em 2014
Desculpem por não estar postando, mas era por que eu tinha perdido o e-mail do blog e tal, mas eu estava postando no SS - como sempre. Vou postar todos o caps de lá aqui, hoje mesmo

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