domingo, 21 de setembro de 2014

By Your Side: Capitulo 38 - After Rain


20 de Agosto de 2014, 07h12 a.m - Santa Isabel, Hospital - Candice Smith.
Cá estou novamente, ao hospital onde no dia anterior eu e minha família descobrimos, que eu estava uma porra de uma doença hereditária.
Ontem mesmo, em casa, tu foi esclarecido por meu pai do porquê da doença. 
A minha avó, mãe do meu pai, já falecida, teve câncer de mama, estar aí à explicação por eu ter essa maldita doença.
Entretanto, eu não vou ficar me martirizando por eu ter essa porra de doença. Todos, inclusive você, poderia estar com o câncer. Todos, inclusive eu, posso combater o câncer de mama. Eu posso ver-me livre desse tumor. Até por que, esse tipo de câncer, é o mais, hum, curável de todos.
Eu vou fazer de tudo, tudo que tiver ao meu alcance para livrar-me do câncer. Até mesmo encarar os malditos tratamentos, extramente fortes. Eu poderia ficar horrivelmente magra/gorda; conter-me pela perda de cabelo; ter até mesmo logo uma menopausa precoce; feridas em qualquer lugar do corpo; infecções e sei-lá-mais-o-quê.
Estava sentada em uma poltrona, terrivelmente confortável, em uma sala exclusivamente para quimioterapia. Estava eu e mais três pessoas naquela sala de porte médio.
Havia chegando às 07h00, acompanhada por meu pai e minha mãe, e por bastante insistência de minha parte, pedi para Justin não vir. Eu só não queria, fazê-lo ver, eu na minha primeira quimioterapia, que segundo o doutor não teria tempo determinado, esse tal tempo, irá ser dado, às circunstâncias que o tumor vá a parar de crescer, mas os resultados podem vir com apenas 1 mês do começo do tratamento.
Eu iria fazer a quimioterapia, com intervalo de vinte e um dias a cada sessão.
- Bom dia. - Olhei para o lado, a porta, e lá estava uma enfermeira, sorridente.
Apenas, ri de lado e respirei fundo ao notar que em suas mãos estava uma bandeja pequena com algodões, uma liga, uma injeção, e uma bolsa de soro.
- Você é a Candice Smith? - Perguntou.
- Eu mesma.
- Okay. - Disse, e pôs a bandeja em uma mesa que havia ali, e anotou algo em sua prancheta. - Vamos começar? - Olhou-me e, não foi uma olhar, hum normal, foi um olhar que transbordava pena.
- Não precisa me olhar assim. - Digo e olho para baixo. - Isso só é uma das dificuldades que todos nós enfrentamos na vida, e essa é a minha, a minha pedra no meio do caminho, que eu vou fazer de tudo para tirá-la. - A olhei, e depois para meus pais, que sorriram fraco.
- Você tem toda razão. - Disse a enfermeira. Pegou a liga, pôs amarrada no meu pulso, pediu para eu fechar a mão, passou o algodão com álcool em minha mão, encontrando assim, a veia que procurava e posicionou a agulha, logo despejando todo o liquido que havia na injeção em minha veia. E pôs em cima, um esparadrapo, apara a agulha não sair do local.
- Aqui ainda não chegou à quimioterapia, tá? - Disse e eu assenti. - Por enquanto é só um soro. - Depois, ela foi em direção maleta, pegou uma bolsa que havia um liquido vermelho, a direcionou ao pequeno porte de ferro ao meu lado, onde em sua "superfície" estava pendurado o soro que eu estava injetado em mim, o pendurou também, e juntou os fios dos dois soros - o do líquido incolor e do vermelho -, fazendo assim, os dois passarem por os pequenos tubos, e indo, vagarosamente para minha veia.
- Que liquido vermelho é esse? - Pergunto.
- Nesse liquido vermelho, estão dissolvidos os remédios. No caso, o câncer de mama, há mais de dez medicamentos que podem ser usados isoladamente ou em combinação de duas ou três drogas.
- Então estar começando a quimio?
- Sim. - Mordeu os lábios.
Eu entendi o porquê da enfermeira ter mordido os lábios. A quimioterapia era o tratamento que dava mais medo nas mulheres, por conta de seus efeitos colaterais. Por conta de seus medicamentos extremamente fortes.
A enfermeira atendeu outras pacientes que também estavam ali.
Nesse meio tempo, eu conversei com os meus pais, mexi um pouco no meu celular, falei com o pessoal pelo Whatsapp, todos, exceto Justin, perguntando do por que que eu faltei à aula hoje dei uma explicação vaga. Justin perguntava como eu estava, e eu falava que sim, pois ainda estava tudo normal. Li um pouco o livro que a minha mãe havia trago para ela. O livro, por sinal era bem interessante.
Passou-se, mais ou menos 1 hora, que eu estava ali, recebendo aqueles líquidos. 
- Em relação à quimioterapia, quais são as suas dúvidas? - Perguntou a moça que estava-me "atendendo", sentando-se em um puff à frente de mim.
- O que a quimioterapia vai fazer com as células malignas?
- A quimioterapia é especialmente tóxica para células que se multiplicam mais depressa, como é o caso das malignas e também de muitas células normais como as do sangue, das mucosas e da raiz dos pelos. A diferença é que as células normais se recuperam, enquanto as malignas morrem.
- Então, quer dizer quê, essas células da raiz dos pelos, que são as células normais, o meu cabelo pode cair, mais pode voltar a crescer? É isso?
- Exatamente.
- E eu estou bastante preocupada com as minhas reações após a quimio. - Falo.
- A principal reação do organismo é a náusea, o enjoo e o vômito, com certeza você irá senti bastante depois dessa sessão.
...
De minuto em minuto, de segundo em segundo, de décimo a décimo, de centésimo a centésimo, de milésimo em milésimo, eu olhava para aquelas bolsas naquele porte ao meu lado. Parecia que aqueles líquidos nunca acabavam. Eu queria ir embora, eu tava bastante cansada, estava naquela sala umas três horas de relógio.
- Hum. Está acabando. - Levantei-me um pouco da poltrona, por conta do susto que levei. A enfermeira falou olhando para as duas bolsas, e tirando a do que havia o soro. - Vamos medir a sua pressão. - Falou pegando a bombinha, entrelaçando abraçadeira em meu braço, e começou a apertar a bolinha.
- Com estar se sentido? - Perguntou.
- Tranquila tô normal. Não foi nada doloroso. - Digo e a enfermeira, em troca, deu um sorriso para mim.
- Você já pode ir, então. - Disse tirando com cuidado a agulha de minha mão, limpando e ponto um band-aid redondo na picada.
- Finalmente. - Digo, pego meu celular, mando uma mensagem para o Justin, avisando que estou indo para casa, e peço que fale com a galera, para as mesmas irem a minha casa à noite. Eu iria falar para eles. - Tchau, boa sorte. - Digo me levantando, e falando para outras pacientes que continuavam a quimio.
 Você não tá sentindo nada? - Perguntou meu pai.
- Nada, nada, nem tontura. Nada. - Digo, descendo as escadas.
- Ai que bom. - Falou minha mãe, abraçando-me de lado.
Chegamos em casa por volta do meio dia, não almocei nada pesado por recomendação médica. Eu tinha que seguir regrinhas básicas, como: comer devagar, consumir pequenas refeições, comer pelo menos cinco ou seis vezes ao dia, evitar tomar liquido ao comer, por conta vos enjoos...
Depois do horário que as aulas acabaram Justin logo veio me ver. Ficando assim comigo a tarde toda. Perguntou como foi à sessão, o contei todos os detalhes, e também o quando foi e é cansativo ficar horas sentada em uma cadeira.
Por incrível que pareça, ainda não estava sentindo nada, nenhum efeito dos fortes medicamentos que foram ingeridos em mim.
Eu estava, hum, de boa.
- Eu estou com uma ideia de uma letra. - Digo encostada no peitoral de Justin.
- De música?
- Sim.
- Então, põe em pratica.
- Você me ajuda? - Perguntei e vir-me-ei para ele.
- Claro. Pega aí a folha. - Disse me levantei devagar, fui em direção à mesa do notebook, peguei um caderno e dois lápis, e voltei para cama. - Como você tá pensando na letra?
- Assim, no que aconteceu depois que eu te conheci, entendi?
- Sim. - Sorriu. - Começa a fazer e depois me mostra.
- Okay. - Abri o caderno, pus em uma folha em branco, escrevi no cabeçalho: "Nova Música.". Escrevi exatas, duas freses, as li as reli e pedi ajuda para Justin:
- Como ficar melhor "Já não queria mais saber, mas foi só eu te conhecer" ou "Mas foi só eu te conhecer, já não queria mais saber"?
- Primeira claro. Bem melhor.
- Okay. - Continuei a fazer, já estava surgindo bastante frases legais. - Qual você acha melhor: "não dá pra enganar" ou "já não dá pra enganar"?
- Não dá pra enganar.
As frases, de cada verso, iam saindo naturalmente, enquanto eu já pensava na ultima frase da letra. Enquanto isso, Justin ia fazendo alguns acordes, que eu nunca ouvira.
Olhei um pouco para Justin, e nesse movimento, simplesmente, senti minha cabeça rodar.
Respirei fundo, voltei a olhar para folha, onde havia algumas estrofes feitas, e eu não consegui ver nada nitidamente, apenas borrões, tanto quanto dolorosos.
Merda.
Efeitos colaterais.
Sentei-me na cama, Justin logo me olhou, e eu fechei os olhos, tentando fazer passar aquele mal estar.
- Que houve?
- Tô tonta.
-Vem aqui. - Disse pegando meu braço, fazendo-me deitar e respirar fundo. - Tá melhor?
- Nem um pouco. - Falei baixo.
Passei um bom tempo deitada, sei lá, horas. Mas, parecia que nada adiantava, eu olhava para o teto e via tudo girar, via Justin girar - que estava fazendo carinho em meu couro cabeludo -. Aquilo tudo que estava acontecendo era horrível, mas ao mesmo tempo bom, por saber que aquelas náuseas e os vômitos estavam surgindo como uma tentativa que o organismo faz para eliminar as drogas que caíram na circulação.
Eu queria poder me levantar, para mexer nas minhas coisas, terminar de escrever a música, e até mesmo ir ao banheiro. Eu tentava fazer as coisas, mas como não conseguia, eu falava "ai, desisto", mas eu não podia simplesmente desistir. Eu tentava ficar animada, mas meu corpo não reagia. 
Eu não quero ficar assim, eu quero ficar bem, eu quero que isso passe logo.
De vez em quando, sentia minha mãe medindo a minha temperatura - minutos antes Justin foi chamá-la - para constar se eu estava com febre ou não.
- Eu vou buscar um pouco de água de coco pra você. - Disse Morganna baixo, e beijando minha testa.
- Tá bom.
Porque sei, depois da chuva sempre vem o Sol, tudo vai melhorar só o tempo pode por as coisas no lugar pra recomeçar... - Cantarolou Justin.
- Aqui. Tome pelo menos um pouco. - Entrou minha mãe novamente em meu quarto, e me deu um copo de vidro, cheio de água, porém de coco.
- Obrigada. - Peguei o copo, sentei-me e tomei devagar.
- Seus amigos estão aqui. - Disse. - Posso deixar subi-los?
- Não, eu não vou conseguir contar nada a eles nesse estado. - Suspirei. - Peça desculpa a ele por mim, por favor, e fala que depois eu explico tudo?
- Tudo bem. - Sorriu fraco. - Justin, você pode dormir aqui com ela hoje?
- Mãe, não precisa. Eu vou ficar bem.
- Mas, eu quero que ele fique aqui com você. - Olhou para Justin. - Caso ocorra algo, ele pode me chamar.
- Eu também posso lhe chamar.
- Candice, não adianta. Pode Justin?
- Claro que posso.
- Justin? - O repreendi.
- Eu fico mais sossegado com eu aqui, do seu lado.
- Mas...
- Muito obrigada, Bieber. - Disse minha mãe e saiu do quarto.
- Ela só quer o seu melhor. - Disse.
- Eu sei, mas eu não gosto do jeito que estão me tratando.
- Mas você precisa de uma atenção em especial. - Selou-me.
- Eu sei. - Sussurrei.
- Como se sente?
Parece que o seu corpo está em uma luta constante. - Digo.
__________________________________________________________
Site OFICIAL em que eu posto:  http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-justin-bieber-by-your-side-1738306

Quem quiser entrar no grupo é só deixar o seu número com o DDD da sua cidade. Meu whats: 098 9130-2340
Eu mudei o ano em que se passa a fic, agora é em 2014

terça-feira, 16 de setembro de 2014

By Your Side: Capitulo 37 - First Wrong Diagnosis


19 de Agosto de 2014, 10h23 p.m - Santa Isabel, Hospital - Justin Bieber.
Por que é sempre assim?
Por que a porra desses médicos sempre demoram uma vida para dar informações sobre os pacientes?
Eles não percebem o quanto nos deixam mais preocupados com tamanha demora?
Eu estava aqui, impaciente com as mãos no rosto o esfregando todo instante, na sala de espera de um hospital.
- Eu estou muito preocupada com ela. - Falou baixo Morganna pra Jonas. - Segundo Justin, ela tava sangrando muito pela virilha. Isso não é a primeira vez. - Olhou pra baixo. - Eu tô com medo de dar alguma hemor ...
- Não fala isso. - Jonas interrompeu a esposa. - Não vai ser nada grave com a nossa filha.
- Eu tô com medo, amor. - Abraçou o marido, e começou a chorar.
Merda!
Que merda!
Eles sabiam de algo que eu fazaia a mínima ideia.
- Vocês sabem o que ela tem, né? - Os olhei. - O que a Candy tem? Por favor me fala.
- Justin fica calmo. - Disse minha mãe. - Ela ta bem. Daqui a pouco o médico aparece aí. - Alisou meu ombro.
- Mas ...
- Justin!
- Foi horrível, Pattie. Foi horrível vê-la daquele jeito.- A olhei. - Ela estava mole, sangrando. Ela não me ouvia. - Apertei minhas próprias mãos.
- Responsáveis pela paciente Candice Nunes Smith? - O homem falou olhando para sua prancheta.
- Aqui. - Disse Morganna. - Como está a minha filha?
- Então, eu não tenho o diagnóstico correto, por conta disso, não vou falar em primeiro mão. Mas, pelo estado em que a paciente chegou, ela teve uma hemorragia. - Ouvi o choro baixo da mãe de minha namorada. - E pelo o que a paciente contou ...
- Ela já acordou? - Interrompeu Jonas.
- Sim. - Sorriu. - Continuando, pelo o que ela contou, sobre o que vem sentindo, o que vem aparecendo. Peço-lhes que nos autorize a fazer uma bateria de exames na senhorita Candice.
- Que tipos de exames? - Perguntou seu pai.
- Aparecendo o quê? - Morganna perguntou confusa.
- Ela me disse que vem aparecendo uma vermelhidão ao redor do mamilo, sai algo líquido, essas coisas.
- Não acredito. - Olhou para Jonas. - Por que ela não me falou? - Chorou.
- Calma.
- Ela vai ter que fazer mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser feitos para identificar uma alteração suspeita na mama da paciente. - Disse.
Eu não estava entendo absolutamente nada. Nada.
- O doutor quer dizer que ...
- Eu não quero dizer nada. - Cortou. - Não posso tirar conclusões precipitadas. - Olhou para todos nós que estávamos ali. - E então, posso fazer os exames?
- Claro que pode. - Digo. 
- Tudo bem. É, quando eu estiver com os resultados de todos os exames, eu lhos aviso. - Disse e saiu.
- Merda, Jonas. Merda. - Chorou Morganna.
- O que tá acontecendo? - Cheguei perto deles.
- Justin, não é nada demais.
- Mas é em relação a minha namorada. Tem haver sim. - Digo.
- Justin, calma. - Puxou-me minha mãe.
- O que tá acontecendo com ela, mãe? O que tá acontecendo com a minha Candy? - Comecei a chorar. - Ela é teimosa, muito teimosa. Eu disse pra ela ir para o hospital quando ela me contou. Mas não, ela mentiu pra mim. - Funguei. - Agora ela tá aí, na cama de uma porra de um hospital. A culpa também é toda minha, por que eu não a forcei à ir em algum hospital do Canadá? Droga. - Passei minhas mãos em meu cabelo.
- Não se culpe. Deixe o médico fazer os exames, e ele nos fala.
- E se for algo grave?
- Se for algo grave, você vai estar com ela.
Já fazia mais 4 horas que eu, minha mãe, e os pais se Candice estávamos aqui.
Só ouvia os murmúrios desesperados de Morganna para Jonas.
Eles sabiam de alguma coisa, mas não queriam me contar. Por nada.
Eu não conseguia imaginar nada, absolutamente nada do que eles podiam estar cogitando ou até mesmo o que Candice possa vir à ter. 
Eu só estava preocupado e com medo.
- Não quer ir pra casa? - Ouvi minha mãe perguntar em meu ouvido.
Eu estava sentado naquele grande sofá bege, com os braços cruzados, de olhos fechados, e com a minha cabeça encostada na costa do móvel.
- Não, eu quero ficar aqui.
- Mas você está cansado. Não deu tempo nem de você dar um cochilo após a viagem. - Fez carinho no meu couro cabeludo.
- Eu não estou mais pensando nisso, mãe. Estou pensando nela. Apenas nela. - Continuei de olhos fechados. - Eu não tô conseguindo racionar, eu não estou conseguindo pensar em outra coisa, a não ser ela.
- Olha, eu não queria te dizer isso, mas eu tenho o conhecimento dos exames que o médico pediu. - Olhou para baixo.
- O que é? - A olhei.  
- Olá. Vocês poderiam me acompanhar? - Apareceu o médico novamente. - Antes disso, como eu sempre faço, eu não vou dar esse tipo de notícia apenas para os senhores, a paciente tem o direito de saber ao mesmo tempo em que vocês. - Disse. Olhou para cada um de nós. E eu, sinceramente, não conseguia decifrar o seu olhar.
Doutor Marcos, - pelo o que eu li em seu jaleco - nos conduziu para algum cômodo daquele hospital particular. O mesmo parou em frente de um quarto, rodou a maçaneta e abriu a porta.
Lá estava Candy, sentada na cama, pálida, recebendo soro em suas veias e olhando para televisão que estava ligada.
- Senhorita Candice. - Falou o médico adentrando por completo no cômodo, e tirando a atenção de Candice da TV.
- Oi. - Disse baixo e nos olhou. Ela estava acabada, fraca, com o nariz vermelho, denunciando que a mesma havia chorado.
Olhou-me e abaixou a cabeça.
Suspirei.
Mordi meua lábios, e fui em sua direção, fiquei ao seu lado, peguei sua mão, a apertei e beijei.
- Vai ficar tudo bem. - Sussurrei.
- Antes de eu dar o diagnóstico. Hum, eu gostaria de fazer algumas perguntas à vocês, tudo bem?
- Okay. - Respondemos baixo.
- Você tem quantos anos? Perguntou.
- 17.
- Quando começou o seu período menstrual?
- Hum, aos 12 anos.
- A sua menstruação vem normalmente? 
- Às vezes.
- Hum. Na família de vocês, digo, histórico familiar, alguém já teve alguma doença hereditária?
- Sim. - Respondeu Jonas com receio.
- Então ... - Disse e andou para um local em que ficasse melhor que desse olhar para todos que estavam presentes naquele quarto. - Estou aqui com a mamografia e a biópsia, já as analisei, e estes exames responderam todas as minhas perguntas. E eu, realmente não gosto de dar estas notícias, mas foi nessa área que eu resolvi me empenhar à essa profissão, sabendo todos os riscos que eu iria correr ou não. Então, vamos lá. - Olhou para Candy e disse: - Sinto muito lhe informar, mas você adquiriu uma hereditária, o câncer de mama.
Eu simplesmente fiquei em choque.
Não.
Não podia ser. 
Isso não poderia estar acontecendo com Candice.
Não poderia.
Ouvi ela começar a chorar baixinho, pondo suas mãos no rosto.
- NÃO. - Gritou Morganna. - ISSO NÃO PODE TÁ ACONTECENDO. NÃO PODE. - Chorou. - Não pode. - Sentou na poltrona ali perto.
Todos que estavam ali, exceto o médico, estávamos em choque. Jonas, estava com lágrimas nos olhos, enquanto olhava sua filha chorar a chegar a soluçar, Pattie chorava baixinho.
Não podia ser, a minha Candice não podia estar com câncer, não podia.
- Não pode ser. - Sussurrei pra mim mesmo. Sentei-me ao lado de Candice, e a abracei. - Vai ficar tudo bem, meu amor.
- EU SOU UMA IDIOTA. POR QUE EU NÃO ME CONSULTEI NOS PRIMEIROS SINTOMAS? POR QUÊ? - Chorou mais. - Eu sou uma imbecil, Justin. - Pôs seu rosto na curvatura de meu pescoço.
- Não pode ser, Doutor Marcos. - Disse Jonas baixo. - Não pode. Meses atrás, elas foram do hospital, e foi diagnosticada com Pleurisia.
- Não, não, nos exames não deu nada que ela poderia estar com Pleurisia. - Disse o médico, sentando-se e interessado. - Por qual motivo vocês foram para o hospital? - Perguntou.
- Por que - Fungou Morganna. - Candy, passou mal na escola, ela sentia dor ao respirar, dores abdominais, e depois, já em casa, ela teve uma menstruação precoce, igual a essa, que teve hoje, só que essa se resultou em uma hemorragia. Eu a levei para o hospital no dia seguinte, falei para o médico o que estava acontecendo com Candice, principalmente sobre a menstruação precoce, mas ele disse que isso era normal em adolescentes.
- Não, isso é impossível, esses são sintomas claros de câncer. - Disse Marcos balançando a cabeça. - Sendo assim, se ele a diagnosticou com Pleurisia, ele a medicou, certo?
- Sim, com antibióticos.
- Não, não, não. Já que esses sintomas começaram há meses e com os fortes medicamentos, isso só ajudou o câncer a se proliferar mais rápido. - O médico disse lamentando.
- EU VOU PROCESSAR ESSE DESGRAÇADO. - Gritou nervoso Jonas.
- Pra quê? Já passou mesmo, já foi, eu já tô com a porra dessa doença. - Murmurou Candy. - Você pode me responder algumas de minhas perguntas? - Perguntou diretamente ao médico.
- Claro. - Respondeu, e veio em direção a Candy, e sentou na beirada da cama, bem no final.
- O que é, realmente o câncer de mama? - Fungou.
- O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários. - Disse.
Candy prestava atenção em tudo que o doutor falava.
- E qual é o tipo do meu câncer? - Perguntou rindo fraco.
Eu sei o que ela estava sentindo. Tanto ela, quanto eu, nunca imaginávamos isso acontecer algo do tipo com uma pessoa que estava tão, mais tão perto de nós.
- Pelo o que eu vi o tipo do seu câncer é o histológico, mas em específico o Carcinoma inflamatório, esse tipo, ele raramente apresenta receptores hormonais, podendo ser chamado de triplo negativo. Ele é a forma mais agressiva de câncer de mama – e também a mais rara. O carcinoma inflamatório se apresenta como uma inflamação na mama e frequentemente tem uma grande extensão. O câncer de mama do tipo inflamatório também começa nas glândulas que produzem leite. As chances dele se espalhar por outras partes do corpo e produzir metástases são grandes. E além disso, o câncer é divido em estádios, quatro em específico, conforme a extensão da doença, que vão do 0 ao 4. E agora, eu já sei o porquê do seu estádio tão avançado. 
- O quatro?
- Exatamente. O estádio quatro há tumores de qualquer tamanho com metástases e, geralmente, há comprometimento das glândulas linfáticas.
- Por que eu tive menstruação precoce?
- A relação entre menstruação e câncer de mama está no fato de que é no início desse período que o corpo da mulher passa a produzir quantidades maiores do hormônio estrógeno. Esse hormônio em quantidades alteradas facilita a proliferação desordenada de células mamárias, resultando em um tumor.
- E o tratamento? Hein? Tem chances de Candice se curar, né? - Perguntei.
- Olha, para o tratamento, eu posso a submeter para o a terapia sistemática, que é quimioterapia, hormonioterapia e juntamente terapia alvo.
- Por que não parte logo para a cirurgia? Para tirar logo o tumor? - Perguntou Morganna limpando o nariz, onde caia algumas de suas lágrimas.
- Não podemos fazer uma cirurgia na tamanha extremidade no qual o tumor estar, caso fizéssemos algo agora, sem nenhum tipo de tratamento, Candice poderia morrer. - Dizia olhando pra mulher autora da pergunta. - Então, para partimos para cirurgia,  temos que diminuir o tamanho do câncer de mama e assim fazer a cirurgia parcial, temos que fazer esse tratamento sistemático.
- E por que nela? - Desceu algumas lágrimas. - Câncer de mama não dar em apenaas mulher com mais de 40 anos? - Falou Morganna.
O doutor Marcos riu seco, balançando a cabeça e disse: 
- Não, isso é o grande problema em todos os países, a falta de informação. O câncer de mama, ele pode afetar em qualquer for a idade, não importa se for com 40 ou 17, só que esse tipo de câncer, ele é comum, na maioria das vezes por mulheres com mais de 40 anos de vida, por ser assim, as autoridades esquecem, que até mesmo os jovens pode adquirir a doença. - Disse.
- E, quando eu posso começar o tratamento? - Perguntou Candy passando as mãos umas nas outras.
- O mais rápido possível. O tempo não é o nosso amigo.
Eu ainda não conseguia acreditar naquilo. Veio uma chuva de sentimentos tão rapidamente, não sabia se era raiva de Candy não ter me escutado, se era tristeza, medo, ou aflição. Não é fácil receber a notícia de que o amor da minha vida estava doente, não, não apenas doente, extremamente doente, pois a doença já tivera avançado. Quando eu olhava para Candy, olhava nos seus olhos, meu coração doía, e eu percebi o tamanho do meu medo em perdê-la, o que seria da minha vida sem ela? UMA MERDA! Ou muito pior que isso.
Sai do quarto, fui na direção do banheiro e entrei. Tranquei a porta e comecei a chorar.
Lágrimas. Eu não conseguia parar de jeito nenhum. 
Sentei no chão, sem parar de chorar, imaginando cada momento que passei ao seu lado, imaginei seu sorriso e o quanto minha vida seria um lixo sem aquele sorriso maravilhoso presente na minha vida. Comecei a gritar, perguntar pra ninguém em especial o porquê de tudo aquilo, por quê? Tantas pessoas más no mundo e porque logo com ela?
__________________________________________________________
Site OFICIAL em que eu posto:  http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-justin-bieber-by-your-side-1738306

Quem quiser entrar no grupo é só deixar o seu número com o DDD da sua cidade. Meu whats: 098 9130-2340
Eu mudei o ano em que se passa a fic, agora é em 2014

By Your Side: Capitulo 36 - Travel


20 de Julho de 2014, 06h13 a.m - Nos ares de Atlanta - Justin Bieber.
Enquanto Candice estava na poltrona que dava pra a pequena janela redonda do avião, eu estava comendo as iguarias que o próprio disponibilizava para o seus passageiros de primeira classe.
Ah! Qual é? Quem não gosta de viajar e comer logo de cara?
Ontem foi o nosso último dia de aula para as férias. Vemos quem ficou de pendência em alguma matéria, e eu, quase, eu disse: quase fiquei em uma matéria.
Como sempre fazemos nos últimos dias de aulas pré férias, paramos a escola e não vamos as aulas. Fazemos badernas no pátio, ginásio...
Hoje, estamos aqui, em um avião em direção ao Canadá, precisamente para Stratford, onde eu havia nascido.
Eu e Candy estávamos viajando pra Stratford para ficar apenas 15 dias, para ainda podermos ir para Londres.
Não estou indo para o Canadá mostrar meus amiguinhos que eu havia deixado aqui, até por que eu fui embora daqui aos 11 anos, sendo assim, não consegui fazer uma amizade que fosse pra toda a vida. Estou indo pra mostrar à Candy, onde eu nasci, onde eu brinquei, onde eu morei e para conhecer meus avós.
- Vamos ficar na casa dos seus avós? - Perguntou Candice pegando um biscoito da pequena mesa exposta da poltrona da frente.
- Sim.
- Só eles que moram lá? - Ela perguntava tranquila.
- Sim. Os velhos tem um pique.
- Justin. - Bateu em meu ombro e rimos.
- É sério, amor.
- Respeita os seus avós, moleque. - Puxou a minha orelha.
- Tá, mãe. Tá.
- Palhaço.
- Falando sério: tá aparecendo alguma coisa em seus seios? - Virei de lado.
- Sim. - Mordeu os lábios. - Mês passado um dos seios estava enrugado, parecendo um casca de laranja, sabe? - Assenti.
- Por que você não me contou? - Olhei em seus olhos.
- Eu não queria te preocupar. - Olhou para baixo.
- Você e essa sua mania de não querer me preocupar. Porra. Eu sou o seu namorado, eu me importo com você, eu tenho que saber o que acontece contigo, Candice. - Suspirei. - Olha pra mim. - Eu só quero o seu bem, Candy.
- Eu sei. - Olhou-me.
- Você pelo menos foi se consultar? - Alisei suas bochechas.
- Sim. - Desviou os nossos olhares.
- Mesmo? - Ela não mentiria, não é mesmo?
- Mesmo. - Sorriu seco.
Ela estava mentindo.
- Tudo bem. - Suspirei frustrado.
Eu não acredito que ela tá mentindo.
- Já estamos chegando? - Mudou espontaneamente de assunto.
- Sim. - Respondei apenas.
- Não fica assim, por favor.
- Não fica assim? Candy, não adianta você ficar mentindo.
- Mas eu...
- Para de mentir, Cacete. - A olhei. - Eu sei que você está mentindo. Então, para. Você já parou pra pensar que isso pode ser grave? Então não brinca com isso. - Falei preocupado. - Quando chegarmos em Stratford, nós vamos marcar uma consultar.
- Não, Justin. - Disse rapidamente.
- Sim, Candice. O tempo não para.
- Não, por favor. Vai acabar com a nossa viagem. Por favor, não.
- Candy, não. Nem adianta.
- Justin, eu não vou. Não. Vou. - Virou-se para janela.
...
Estávamos sem solo Canadense há mais ou menos 15 minutos. E Candy ainda não havia dirigindo a palavra à mim.
Que atitude mais infantil.
- Vai ficar assim comigo só por que eu quero saber o que você tem? - Peguei seu braço impedindo de Candy adentrar no táxi.
- Não, Justin. Eu vou me consultar, só que não vai ser aqui. Vai ser em Atlanta, quando chegarmos.
- Mas Candy pode ser algo grave.
- Por favor. Eu não quero acabar com as nossas férias logo no começo. - Olhou em meus olhos.
Suspirei pesado e disse:
- Tudo bem.
Sorriu e me selou.
- Vem. Vamos logo. Tô louca pra conhecer seus avós. - Disse me puxamos e adentramos no táxi.
- É muito longe daqui? - Perguntou.
- Não muito.
- Aqui é uma cidade bonita. - Disse.
- Você ainda não viu nada, amor. - Ergui meus braços, pondo-os atrás de Candy, deixando em seus ombros.
- Como eles são? - Perguntou depois de um tempo.
- Eles quem?
- Seus avós, Justin.
- Ah! São velhos e gordos, típicos de velhinhos.
- Para de falar assim deles.
- Relaxa, os velhos são da zoeira.
- Falando assim, dar entender que eles são velhinhos vida louca. - Rimos.
- Mas eles são.
- Você é tão exagerado. 
- Claro que não.
- Aqui tem tantas árvores. - Disse olhando para a janela do táxi.
- Aqui é bem preservado e calmo. Está assim, por que as indústrias ainda não acharam um jeito de ter lucro nessa pequena cidade.
- Graças a Deus.
- Chegamos. - Disse o taxista.
- Quanto deu? - Perguntei.
- 26 dólares. - Falou, peguei uma nota, e ele me devolveu o troco.
O taxista abriu a mala do carro, pegamos as duas malas - uma minha e outra de Candice -, agradecemos ao taxista, e lá estava a velha casa na qual convivi durante 11 anos de vida.
- É aqui? - Perguntou mordendo seus lábios.
- É sim.
- Que casa linda.
- É mais linda dentro. Vem. - Peguei uma mala, e Candy outra. Peguei direita, a entrelacei nossas mãos, e nos levei até à porta da casa de meus avós.
Toquei a campainha, segundos, depois um velho gordo e careca abriu a porta.
- E aí, cara. - Abro um sorriso, deixo a mão de Candy de lado, e abraço Bruce Dale.
- Você tá enorme, garoto. - Falou ainda durante o abraço.
- Você engordou, mais Careca.
- Você não muda. - Rimos. Nos separamos e ele disse: - Candice? - Disse olhando pra minha namorada.
- Eu mesma. - Deu um lindo sorriso.
- Linda garota, Justin.
- Obrigada. - Olhei pra ela.
- Faz esse cabeça dura feliz, Candice.
- Claro que farei. - Disse e abraçou Bruce que retribuiu.
- Cadê avó? - Perguntei, pegando as duas malas e entrando na casa.
- Está lá em cima, banhando. Ela pensou que vocês iriam chegar umas 05h00 p.m, mas você chegou uma hora antes. - Disse.
- A tá. Onde vamos ficar? - Perguntei.
- No seu velho quarto, mas mudamos a cama, botamos uma de casal.
- Mas o quarto é pequeno, Caraca.
- Respeita o seu avô, Justin. - Disse Candy.
- Normal, Candice. - Disse Bruce.
- Eu bateria nele se ele me chamasse de careca.
- Mas eu sou careca, Candice. - Disse rindo, e passando a mão em sua própria careca.
- Ai meu Pai. JUSTIN. - Ouvi a voz da minha avó. - Vocês já chegaram. - Disse aparecendo de um corredor qualquer.
- Diane. - Corri em sua direção. Abracei forte, tirando-a do chão.
- Ai meu filho, como você cresceu. - Disse pegando em meus músculos, cabelos, peitoral. - Você tá tão grande, meu querido. - Disse massageando minhas orelhas.
- Olha aqui Diane, olha a linda namorada que o nosso menino tem. - Disse meu avô.
- Olá, querida. Como vai? - Foi na direção de Candy e a braçou.
- Bem e a senhora.
- Estou ótima.
- Olha, eu vou falar logo, o Justin falou que vocês eram típicos velhinhos gordos.
- Ah. - Arfei. - Você não deveria ter dito isso. - Disse com os semicerrados. E comecei a correr atrás de Candice.
1° semana em Stratford
Depois de alguns minutos de criança de mim com Candy, fomos pro meu quarto, contei cada história de cada cantinho daquele quarto, nos banhamos, voltamos para sala, conversamos com meus avós. Apresentei Candy devidamente aos meus avós, nem posso falar que eles amaram ela, né? Alguns minutos depois Candy foi ajudar, pelos menos foi tentar, ajudar a minha avó a fazer a janta.
No dia seguinte, levei Candy pra passear na pequena cidade, conhecer os lugares que eu ia com a minha mãe, o colégio no qual eu estudei. A levei nas praças arejadas de verde, fizemos um piquenique de última hora, pois compramos algumas coisas no supermercado.
Os restos daqueles dias daquela semana, foi ótima. Candice estava com uma sintonia ótima com meus avós. Saímos um dia sim, um dia não.
2° semana em Stratford
Na última semana em Stratford, foi bem movimentada: eu e meu avô jogamos golfe, com as boas atrapalhadas de Diane e de Candy, já que não sabiam jogar porra nenhuma de golfe, mas insistiam em dizer que sabiam sim.
Minha avó, - como sempre as "avós" - começou a mostrar fotos minhas quando bebê, o que era frustrante. Por que cara, como você se sentiria se sua avó, ou até mesmo sua mãe, mostrasse fotos suas quando era bebê? É uma coisa constrangedora.
Nesse meio tempo, consegui compor uma música pra Candy. E sim, nós trouxemos nossos violões. Principalmente Candy, que hora alguma não quer deixar seu violão de mão.
Depois de duas semanas alegres, boas e felizes, por rever meus avós. Hoje eu e Candy iríamos em direção à sua cidade que ela tanto ama, Londres.
- Vamos Justin, não podemos nos atrasar. - Disse elétrica.
- Calma, amor. Tô terminando de arrumar o meu cabelo. - Digo passando a mão no topete bem feito.
- Justin, por favor. Vamos logo. - Bateu no meu ombro. - Não podemos perder o vôo. - Bateu os pés no chão.
- Ai que coisa chata. Vem, vamos logo. - Dei a última olhada no espelho, entrelacei minha mãos com a de Candy, e saímos do quarto. Caminhamos reto o enorme corredor, logo chegamos na sala, onde estava nossas malas e meus avós, para nos despedir.
- Ai. Ainda não acredito que vocês estão indo embora. Foi uma estadia tão boa. - Disse minha vó, levantando-se.
- Awn. Foi um prazer lhe conhecer, Diane. - Abraçou minha avó. - Foi um prazer também lhe conhecer, Bruce. - Abraçou também meu avô. - Vou sentir falta de fazer cafuné nessa sua careca. - Disse rindo e fazer carinho na careca do velho.
- Vou sentir falta do seu carinho, pequena Candice. - Meu avô se recusava em chamar Candice por Candy, por achar seu nome lindo.
- Ora. Dona Diane faz, né? - Falou olhando para minha avó.
- Ah! Claro que sim.
- Enfim, foi um prazer conhecer vocês. Vocês são uns amores, Pattie teve quem a puxar. - Disse Candy.
- Foi um prazer também, Candy. Agradeço muito a Justin por ter te trago, para nós lhe conhecer. Você é uma boa pessoa: carinhosa, bondosa, engraçada, e faz esse cara feliz. - Disse Bruce batendo em meus ombros. - Ele merece. Justin é um cara incrível.
- Vou fazer.
- Foi um prazer querida. - Diane a abraçou novamente.
...
- MINHA QUERIDA LONDRES. - Gritou minha namorado de braços abertos à frente do aeroporto internacional de Londres. - Como é bom estar aqui. - Aspirou fundo, puxando pra dentro de seus pulmões o ar de sua querida Londres.
Candice ama essa cidade.
- É a sua primeira vez aqui, né? - Disse abrindo seus olhos grandes e me olhando.
- Sim, você sabe.
- É sempre bom saber, que é a sua primeira vez na minha cidade. - Disse entrando no táxi e falando o condomínio onde fica sua casa, onde morava quando ela e seus pais aqui, para o taxista. - Aqui tem uma das melhores baladas, amor. Aqui tem lugares lindos. Ah! Sem deixar de citar que você vai conhecer Lissa pessoalmente. - Candy estava parecendo um papagaio, não parava de falar se quer, um minuto.
- Infelizmente.
- Ah amor. Não fala assim. Elizabeth é legal.
- Elizabeth é nome de velho.
- Por isso que ela não gosta de ser chamada assim, e você também vai ficar velho um dia.
- Exatamente. Um dia, um dia eu irei ficar, não agora.
- Como você é chato. - Revirou os olhos e continuou: - Cala a boca, e olhe pela janela os lindos monumentos que há em Londres.
- Você que não para de falar desde hoje, na casa dos Dale's. Tá parecendo uma velha.
- Eita. Que hoje você não perdoa os velhos.
- Calada.
- Você não manda em mim, Drew. - Olhou-me com os olhos semicerrados.
Ri, cheguei mais perto de seu rosto e selei nossos lábios.
- Onde a dona Velha mora? - Perguntei, referindo-me a sua amiga, Lissa.
- Para de chamar ela assim. - Riu. - Ela mora em um condomínio aqui perto.
- Chegamos ao destino. - Falou o taxista. Perguntei quanto deu a corrida até aqui, dei a cédula. Com ajuda do taxista, eu e Candy pegamos nossas malas. E olhei pra mansão em minha frente.
- Nossa, aqui é lindo.
- Londres é linda.
- Eu tô falando da sua mansão.
- E eu de Londres, oras. - Disse pegando a chave em sua bolsa de ombro, e abrindo a enorme porta. - Fica à vontade. - Disse, botou a chave na mesinha de centro da sala, e pegou seu celular.
Cara, essa casa era enorme.
- Morava só você e seus pais aqui? - Pergunto olhando aquele cômodo.
- Mais a Rita, a doméstica. - Disse olhando pra o seu celular, e o pôs sem sua orelha: -Sim, já chegamos ... agora ... pode ... tchau. - Desligou.
- Era a Velha da sua amiga?
- Não, era a velha da sua tia. - Disse e sentou do meu lado, no sofá. - Ela já chega. É perto.
- Eu tô cansada. - Disse.
- Estou um pouco. Eu dormir a viagem toda.
- Reparei, nem me respondia.
- Claro, parecia uma velha, não parava de falar.
- Você estar equivocado, a expressão "parece velho" quer dizer, que a pessoa não para de reclamar e...
- E de falar também. - A selei. - Eu escrevi uma música nova.
- Sério? - Sentou-se direito.
- Sim.
- Eu quero ouvir. - Levantou-se, e foi pegar meu violão que estava do lado das malas.
- Okay. Vamos lá. - Peguei o violão de suas mãos, pus em meu colo. Na hora que eu toquei o primeiro acorde, alguém abriu a porta com brutalidade.
- CANDICE. - Ouvi a voz de Lissa.
Correu e abraçou Candy que quase caiu.
- Cuidado com a minha namorada, Velha.
- Ah! Oi Justin. - Falou com desprezo.
- Ah! Oi Elizabeth, nome de velho. - Falei no mesmo tom.
- Parem. Lissa, vem ouvir a música que o Justin escreveu. - Candy puxou a mão de Lissa, para as duas sentarem no sofá.
- Sério? Pelo menos isso ele sabe fazer.
- Cala a boca. Espero que goste, Candy. - A olhei, e pisquei. - O nome dela édenominador comum.
Apenas uma fração de seu amor
Preenche o ar
E eu me apaixono por você
Novamente, oh

Você é a luz que alimenta o sol
No meu mundo,
Eu enfrentaria mil anos de dor
Pela minha garota

De todas as coisas na vida
Que eu poderia temer
A única coisa que me machucaria
Seria você não estar aqui , woah

Eu não quero voltar
Para ser apenas
A metade da equação
Você entende o que eu estou dizendo?

Garota sem você eu estou perdido
Não é possível corrigir esse compasso de coração
Entre mim e o amor
Você é o denominador comum

Denominador comum

Antes seu amor era fraco
Garotas estavam jogando na minha mente
Você mudou o jogo
Agora eu coloquei o meu cartão para o lado

Quando os corações partidos se levantarem
Para dizer, "O amor é uma mentira"
Você e eu poderíamos
Ser a resposta do amor

De todas as coisas na vida
Que eu poderia temer
A única coisa que me machucaria
Seria se você não estivesse aqui, aqui, aqui, sim

Eu não quero voltar atrás
Para ser apenas
A metade da equação
Você entende o que estou dizendo?

Garota, sem você estou perdido
Não é possível corrigir os compassos do coração
Entre mim e o amor
Você é o denominador comum

Denominador comum

Eu não posso imaginar a vida
Sem seu toque
E todo beijo que você me dá
Você me completa

E através de todo coração dolorido
Mulheres invejosas que me odeiam
Eu vou segurá-las
Por você, você, oh

Você é o denominador comum
Eu não quero voltar atrás

Eu não quero voltar atrás
Para ser apenas
Uma metade da equação
Você entende o que estou dizendo?

Garota,sem você estou perdido
Não é possível corrigir os compassos do coração
Entre eu e o amor
Você é o denominador comum

Denominador comum

Apenas uma fração do seu amor
Preenche o ar
E eu me apaixono por você
Novamente
- Arrasou, amor. - Candice bateu palmas.
- Tudo de bom, senhor matemático.
- Vá se ...
- Amanhã eu e o Justin vamos no Londo Eye. - Cortou-me.
- O viadinho aí, tem medo de altura? Se tiver acho bom não ir em uma das maiores roda gigante do mundo. - Lissa disse me olhando.
- Viadinho é o teu ...
- Justin, vai banhar. - Candy bateu em meus ombros. - O meu quarto é o terceiro da esquerda.
- Velha. - Levantei, olhando pra Lissa. E subi as escadas.
...
1° semana em Londres
Depois de alguns minutos, Lissa foi embora. Eu e Candy descansamos o bastante, deixando-nos com bastante disposição para o dia seguinte.
Era 04h17 da tarde, e hoje iríamos para o "olho de Londres" o Londo Eye, o melhor ponto turístico de Londres.
- Candice, vesti essa calça, caramba. - Digo pela quinta vez.
- Mas amor, o short é mais confortável.
- Mas Candice, nós vamos estar nas alturas, vão ver o seu fundo. - Peguei a calça apertada de couro. - Veste. - Estiquei a calça para ela.
- Que merda. - Pegou a calça, tirou o short folgado e vestiu a calça.
- Viu? Muito melhor.
- Cala a boca. - Disse sentando na beirada da cama e calçando seu vans preto, e vestindo a blusa branca lisa. - Vamos?
- Vamos.
Peguei sua bolsa, descemos. Pegamos um táxi em frente ao condomínio e partimos para o destino no qual desejávamos.
Enquanto íamos para o Olho de Londres, passávamos por pontos lindos de Londres.
Candy tem toda a razão: essa cidade é realmente linda.
- Chegamos, amor. - Falou Candice com um lindo sorriso na face.
- Que beleza. - Digo já fora do táxi, olhando para aquela beleza gigante em minha frente.
- Não é linda de mais perto? - Perguntou ao meu lado.
- É maravilhosa.
- Vem, vamos entrar. - Ela pegou em minha mão, mas antes fomos comprar os ingressos para entrarmos na roda gigante.
Entramos em uma cabine - havia apenas nós dois - e a roda começou a se movimentar.
- Isso é alto mesmo. - Digo baixo, olhando para baixo. - Londres da visão de cima é linda. - Abracei minha namorada por trás, tendo ainda uma bela paisagem. - Como você vem se sentindo?
- Bem. Estou feliz viajando com você. Estou feliz por ter conhecido seus avós, a casa onde morou, até mesmo o seu quarto. Eu estou feliz. - Deu um sorriso de lado.
- Eu te amo. - Digo.
- Eu amo você. - Virou-se, olhamos nos olhos, sorrimos um para o outro e nos beijamos.
Pedi passagem com a língua, e ela logo cedeu. O beijo estava bom, doce, calmo, estava delicioso. O aprofundei mais, pondo minha mão em sua nuca, e outra em sua cintura.
- Hum, beijo bom. - Sussurrou. - Não sei se foi borboletas no estômago ou se foi o porquê da roda estar girando mais forte. - Deu-me um selinho.
- Foi os dois. - A abracei maia forte. 
Na mesma semana, fomos às melhores baladas de Londres, infelizmente com a companhia de Elizabeth. Conheci alguns colegas da antiga escola de Candy. E um infeliz que se dizia apaixonado pela minha Candice. Infeliz.
2° semana em Londres.
Nessa segunda semana, eu e Candy aproveitamos bastante um ao outro. Até por que, tínhamos uma casa enorme só pra gente.
Comíamos fora, junto com Lissa e o seu ficaste, Matheus. Ele era muito gente boa, para uma velha como Lissa.
Eu e Candice, saíamos todos os dias, visitando todas as suas partes preferidas na parte da noite. Sempre, que acabava certo passeio, sempre acabávamos em um certo lugar: em uma praça com uma fonte bem bonita no centro. Ficávamos ali, abraçados, conversando, namorado até umas horas.
Acordamos cedo, junto com os galos. Às 06h15 tínhamos que estar no aeroporto, para voltarmos para Atlanta.
Nos vestimos devidamente, pegamos nossas malas. Tranquei a casa, pus a chave em meu bolso e fomos para o aeroporto.
- Vou sentir falta daqui. - Suspirou.
...
Depois de algumas horas de viagem, finalmente chegamos à Atlanta. Completamente cansados.
- Vai dormir, eu vou por as roupas da sua mala na lavanderia. - Digo para Candy. Ela apenas assentiu e subiu para o seu quarto.
Levei nossas malas para lavandeira, bebi água e subi para o quarto de Candy, e a mesma já estava devidamente banhada.
- Já volto para dormir com você.
- Tudo bem. - Disse pegando o controle do ar condicionado o ligando.
Fui para o banheiro, tomei uma boa ducha.
Vesti uma cueca limpa, direcionei à cama, tirei o lençol de uma parte da cama, me assustando com o que eu estava vendo.
O que era aquilo?
O porquê de tanto sangue na cama?
Merda.
Estava vindo de Candy.
- Amor, acorda. - A balancei.
- Amor. - Merda. Cada vez mais descia mais sangue.
- CANDY. - A balancei forte, mesmo assim a mesma não acordou.
Tirei seu braço de cima do lençol.
Candice estava mole.
Rapidamente consultei sua pulsação, e ela estava fraca.
Merda.
Ela havia desmaiado.
- SÍLVIA? SÍLVIA?
- Oi, Bieber.
- LIGA PRA MORGANNA, AVISA QUE EU TÔ LEVANDO A CANDICE PARA O HOSPITAL. - Comecei a ficar desesperado. Peguei Candy no colo e desci as escadas ligeiramente. 
__________________________________________________________
Site OFICIAL em que eu posto:  http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-justin-bieber-by-your-side-1738306

Quem quiser entrar no grupo é só deixar o seu número com o DDD da sua cidade. Meu whats: 098 9130-2340
Eu mudei o ano em que se passa a fic, agora é em 2014
Justin Bieber - Common Denominator: http://www.youtube.com/watch?v=f3xGQhW6R94