19 de Agosto de 2014, 10h23 p.m - Santa Isabel, Hospital - Justin Bieber.
Por que é sempre assim?
Por que a porra desses médicos sempre demoram uma vida para dar informações sobre os pacientes?
Eles não percebem o quanto nos deixam mais preocupados com tamanha demora?
Eu estava aqui, impaciente com as mãos no rosto o esfregando todo instante, na sala de espera de um hospital.
- Eu estou muito preocupada com ela. - Falou baixo Morganna pra Jonas. - Segundo Justin, ela tava sangrando muito pela virilha. Isso não é a primeira vez. - Olhou pra baixo. - Eu tô com medo de dar alguma hemor ...
- Não fala isso. - Jonas interrompeu a esposa. - Não vai ser nada grave com a nossa filha.
- Eu tô com medo, amor. - Abraçou o marido, e começou a chorar.
Merda!
Que merda!
Eles sabiam de algo que eu fazaia a mínima ideia.
- Vocês sabem o que ela tem, né? - Os olhei. - O que a Candy tem? Por favor me fala.
- Justin fica calmo. - Disse minha mãe. - Ela ta bem. Daqui a pouco o médico aparece aí. - Alisou meu ombro.
- Mas ...
- Justin!
- Foi horrível, Pattie. Foi horrível vê-la daquele jeito.- A olhei. - Ela estava mole, sangrando. Ela não me ouvia. - Apertei minhas próprias mãos.
- Responsáveis pela paciente Candice Nunes Smith? - O homem falou olhando para sua prancheta.
- Aqui. - Disse Morganna. - Como está a minha filha?
- Então, eu não tenho o diagnóstico correto, por conta disso, não vou falar em primeiro mão. Mas, pelo estado em que a paciente chegou, ela teve uma hemorragia. - Ouvi o choro baixo da mãe de minha namorada. - E pelo o que a paciente contou ...
- Ela já acordou? - Interrompeu Jonas.
- Sim. - Sorriu. - Continuando, pelo o que ela contou, sobre o que vem sentindo, o que vem aparecendo. Peço-lhes que nos autorize a fazer uma bateria de exames na senhorita Candice.
- Que tipos de exames? - Perguntou seu pai.
- Aparecendo o quê? - Morganna perguntou confusa.
- Ela me disse que vem aparecendo uma vermelhidão ao redor do mamilo, sai algo líquido, essas coisas.
- Não acredito. - Olhou para Jonas. - Por que ela não me falou? - Chorou.
- Calma.
- Ela vai ter que fazer mamografia, ressonância magnética, ecografia e outros exames de imagem que podem ser feitos para identificar uma alteração suspeita na mama da paciente. - Disse.
Eu não estava entendo absolutamente nada. Nada.
- O doutor quer dizer que ...
- Eu não quero dizer nada. - Cortou. - Não posso tirar conclusões precipitadas. - Olhou para todos nós que estávamos ali. - E então, posso fazer os exames?
- Claro que pode. - Digo.
- Tudo bem. É, quando eu estiver com os resultados de todos os exames, eu lhos aviso. - Disse e saiu.
- Merda, Jonas. Merda. - Chorou Morganna.
- O que tá acontecendo? - Cheguei perto deles.
- Justin, não é nada demais.
- Mas é em relação a minha namorada. Tem haver sim. - Digo.
- Justin, calma. - Puxou-me minha mãe.
- O que tá acontecendo com ela, mãe? O que tá acontecendo com a minha Candy? - Comecei a chorar. - Ela é teimosa, muito teimosa. Eu disse pra ela ir para o hospital quando ela me contou. Mas não, ela mentiu pra mim. - Funguei. - Agora ela tá aí, na cama de uma porra de um hospital. A culpa também é toda minha, por que eu não a forcei à ir em algum hospital do Canadá? Droga. - Passei minhas mãos em meu cabelo.
- Não se culpe. Deixe o médico fazer os exames, e ele nos fala.
- E se for algo grave?
- Se for algo grave, você vai estar com ela.
Já fazia mais 4 horas que eu, minha mãe, e os pais se Candice estávamos aqui.
Só ouvia os murmúrios desesperados de Morganna para Jonas.
Eles sabiam de alguma coisa, mas não queriam me contar. Por nada.
Eu não conseguia imaginar nada, absolutamente nada do que eles podiam estar cogitando ou até mesmo o que Candice possa vir à ter.
Eu só estava preocupado e com medo.
- Não quer ir pra casa? - Ouvi minha mãe perguntar em meu ouvido.
Eu estava sentado naquele grande sofá bege, com os braços cruzados, de olhos fechados, e com a minha cabeça encostada na costa do móvel.
- Não, eu quero ficar aqui.
- Mas você está cansado. Não deu tempo nem de você dar um cochilo após a viagem. - Fez carinho no meu couro cabeludo.
- Eu não estou mais pensando nisso, mãe. Estou pensando nela. Apenas nela. - Continuei de olhos fechados. - Eu não tô conseguindo racionar, eu não estou conseguindo pensar em outra coisa, a não ser ela.
- Olha, eu não queria te dizer isso, mas eu tenho o conhecimento dos exames que o médico pediu. - Olhou para baixo.
- O que é? - A olhei.
- Olá. Vocês poderiam me acompanhar? - Apareceu o médico novamente. - Antes disso, como eu sempre faço, eu não vou dar esse tipo de notícia apenas para os senhores, a paciente tem o direito de saber ao mesmo tempo em que vocês. - Disse. Olhou para cada um de nós. E eu, sinceramente, não conseguia decifrar o seu olhar.
Doutor Marcos, - pelo o que eu li em seu jaleco - nos conduziu para algum cômodo daquele hospital particular. O mesmo parou em frente de um quarto, rodou a maçaneta e abriu a porta.
Lá estava Candy, sentada na cama, pálida, recebendo soro em suas veias e olhando para televisão que estava ligada.
- Senhorita Candice. - Falou o médico adentrando por completo no cômodo, e tirando a atenção de Candice da TV.
- Oi. - Disse baixo e nos olhou. Ela estava acabada, fraca, com o nariz vermelho, denunciando que a mesma havia chorado.
Olhou-me e abaixou a cabeça.
Suspirei.
Mordi meua lábios, e fui em sua direção, fiquei ao seu lado, peguei sua mão, a apertei e beijei.
- Vai ficar tudo bem. - Sussurrei.
- Antes de eu dar o diagnóstico. Hum, eu gostaria de fazer algumas perguntas à vocês, tudo bem?
- Okay. - Respondemos baixo.
- Você tem quantos anos? Perguntou.
- 17.
- Quando começou o seu período menstrual?
- Hum, aos 12 anos.
- A sua menstruação vem normalmente?
- Às vezes.
- Hum. Na família de vocês, digo, histórico familiar, alguém já teve alguma doença hereditária?
- Sim. - Respondeu Jonas com receio.
- Então ... - Disse e andou para um local em que ficasse melhor que desse olhar para todos que estavam presentes naquele quarto. - Estou aqui com a mamografia e a biópsia, já as analisei, e estes exames responderam todas as minhas perguntas. E eu, realmente não gosto de dar estas notícias, mas foi nessa área que eu resolvi me empenhar à essa profissão, sabendo todos os riscos que eu iria correr ou não. Então, vamos lá. - Olhou para Candy e disse: - Sinto muito lhe informar, mas você adquiriu uma hereditária, o câncer de mama.
Eu simplesmente fiquei em choque.
Não.
Não podia ser.
Isso não poderia estar acontecendo com Candice.
Não poderia.
Ouvi ela começar a chorar baixinho, pondo suas mãos no rosto.
- NÃO. - Gritou Morganna. - ISSO NÃO PODE TÁ ACONTECENDO. NÃO PODE. - Chorou. - Não pode. - Sentou na poltrona ali perto.
Todos que estavam ali, exceto o médico, estávamos em choque. Jonas, estava com lágrimas nos olhos, enquanto olhava sua filha chorar a chegar a soluçar, Pattie chorava baixinho.
Não podia ser, a minha Candice não podia estar com câncer, não podia.
- Não pode ser. - Sussurrei pra mim mesmo. Sentei-me ao lado de Candice, e a abracei. - Vai ficar tudo bem, meu amor.
- EU SOU UMA IDIOTA. POR QUE EU NÃO ME CONSULTEI NOS PRIMEIROS SINTOMAS? POR QUÊ? - Chorou mais. - Eu sou uma imbecil, Justin. - Pôs seu rosto na curvatura de meu pescoço.
- Não pode ser, Doutor Marcos. - Disse Jonas baixo. - Não pode. Meses atrás, elas foram do hospital, e foi diagnosticada com Pleurisia.
- Não, não, nos exames não deu nada que ela poderia estar com Pleurisia. - Disse o médico, sentando-se e interessado. - Por qual motivo vocês foram para o hospital? - Perguntou.
- Por que - Fungou Morganna. - Candy, passou mal na escola, ela sentia dor ao respirar, dores abdominais, e depois, já em casa, ela teve uma menstruação precoce, igual a essa, que teve hoje, só que essa se resultou em uma hemorragia. Eu a levei para o hospital no dia seguinte, falei para o médico o que estava acontecendo com Candice, principalmente sobre a menstruação precoce, mas ele disse que isso era normal em adolescentes.
- Não, isso é impossível, esses são sintomas claros de câncer. - Disse Marcos balançando a cabeça. - Sendo assim, se ele a diagnosticou com Pleurisia, ele a medicou, certo?
- Sim, com antibióticos.
- Não, não, não. Já que esses sintomas começaram há meses e com os fortes medicamentos, isso só ajudou o câncer a se proliferar mais rápido. - O médico disse lamentando.
- EU VOU PROCESSAR ESSE DESGRAÇADO. - Gritou nervoso Jonas.
- Pra quê? Já passou mesmo, já foi, eu já tô com a porra dessa doença. - Murmurou Candy. - Você pode me responder algumas de minhas perguntas? - Perguntou diretamente ao médico.
- Claro. - Respondeu, e veio em direção a Candy, e sentou na beirada da cama, bem no final.
- O que é, realmente o câncer de mama? - Fungou.
- O câncer de mama é um tumor maligno que se desenvolve na mama como consequência de alterações genéticas em algum conjunto de células da mama, que passam a se dividir descontroladamente. Ocorre o crescimento anormal das células mamárias, tanto do ducto mamário quanto dos glóbulos mamários. - Disse.
Candy prestava atenção em tudo que o doutor falava.
- E qual é o tipo do meu câncer? - Perguntou rindo fraco.
Eu sei o que ela estava sentindo. Tanto ela, quanto eu, nunca imaginávamos isso acontecer algo do tipo com uma pessoa que estava tão, mais tão perto de nós.
- Pelo o que eu vi o tipo do seu câncer é o histológico, mas em específico o Carcinoma inflamatório, esse tipo, ele raramente apresenta receptores hormonais, podendo ser chamado de triplo negativo. Ele é a forma mais agressiva de câncer de mama – e também a mais rara. O carcinoma inflamatório se apresenta como uma inflamação na mama e frequentemente tem uma grande extensão. O câncer de mama do tipo inflamatório também começa nas glândulas que produzem leite. As chances dele se espalhar por outras partes do corpo e produzir metástases são grandes. E além disso, o câncer é divido em estádios, quatro em específico, conforme a extensão da doença, que vão do 0 ao 4. E agora, eu já sei o porquê do seu estádio tão avançado.
- O quatro?
- Exatamente. O estádio quatro há tumores de qualquer tamanho com metástases e, geralmente, há comprometimento das glândulas linfáticas.
- Por que eu tive menstruação precoce?
- A relação entre menstruação e câncer de mama está no fato de que é no início desse período que o corpo da mulher passa a produzir quantidades maiores do hormônio estrógeno. Esse hormônio em quantidades alteradas facilita a proliferação desordenada de células mamárias, resultando em um tumor.
- E o tratamento? Hein? Tem chances de Candice se curar, né? - Perguntei.
- Olha, para o tratamento, eu posso a submeter para o a terapia sistemática, que é quimioterapia, hormonioterapia e juntamente terapia alvo.
- Por que não parte logo para a cirurgia? Para tirar logo o tumor? - Perguntou Morganna limpando o nariz, onde caia algumas de suas lágrimas.
- Não podemos fazer uma cirurgia na tamanha extremidade no qual o tumor estar, caso fizéssemos algo agora, sem nenhum tipo de tratamento, Candice poderia morrer. - Dizia olhando pra mulher autora da pergunta. - Então, para partimos para cirurgia, temos que diminuir o tamanho do câncer de mama e assim fazer a cirurgia parcial, temos que fazer esse tratamento sistemático.
- E por que nela? - Desceu algumas lágrimas. - Câncer de mama não dar em apenaas mulher com mais de 40 anos? - Falou Morganna.
O doutor Marcos riu seco, balançando a cabeça e disse:
- Não, isso é o grande problema em todos os países, a falta de informação. O câncer de mama, ele pode afetar em qualquer for a idade, não importa se for com 40 ou 17, só que esse tipo de câncer, ele é comum, na maioria das vezes por mulheres com mais de 40 anos de vida, por ser assim, as autoridades esquecem, que até mesmo os jovens pode adquirir a doença. - Disse.
- E, quando eu posso começar o tratamento? - Perguntou Candy passando as mãos umas nas outras.
- O mais rápido possível. O tempo não é o nosso amigo.
Eu ainda não conseguia acreditar naquilo. Veio uma chuva de sentimentos tão rapidamente, não sabia se era raiva de Candy não ter me escutado, se era tristeza, medo, ou aflição. Não é fácil receber a notícia de que o amor da minha vida estava doente, não, não apenas doente, extremamente doente, pois a doença já tivera avançado. Quando eu olhava para Candy, olhava nos seus olhos, meu coração doía, e eu percebi o tamanho do meu medo em perdê-la, o que seria da minha vida sem ela? UMA MERDA! Ou muito pior que isso.
Sai do quarto, fui na direção do banheiro e entrei. Tranquei a porta e comecei a chorar.
Lágrimas. Eu não conseguia parar de jeito nenhum.
Sentei no chão, sem parar de chorar, imaginando cada momento que passei ao seu lado, imaginei seu sorriso e o quanto minha vida seria um lixo sem aquele sorriso maravilhoso presente na minha vida. Comecei a gritar, perguntar pra ninguém em especial o porquê de tudo aquilo, por quê? Tantas pessoas más no mundo e porque logo com ela?
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Eu mudei o ano em que se passa a fic, agora é em 2014
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