domingo, 21 de setembro de 2014

By Your Side: Capitulo 38 - After Rain


20 de Agosto de 2014, 07h12 a.m - Santa Isabel, Hospital - Candice Smith.
Cá estou novamente, ao hospital onde no dia anterior eu e minha família descobrimos, que eu estava uma porra de uma doença hereditária.
Ontem mesmo, em casa, tu foi esclarecido por meu pai do porquê da doença. 
A minha avó, mãe do meu pai, já falecida, teve câncer de mama, estar aí à explicação por eu ter essa maldita doença.
Entretanto, eu não vou ficar me martirizando por eu ter essa porra de doença. Todos, inclusive você, poderia estar com o câncer. Todos, inclusive eu, posso combater o câncer de mama. Eu posso ver-me livre desse tumor. Até por que, esse tipo de câncer, é o mais, hum, curável de todos.
Eu vou fazer de tudo, tudo que tiver ao meu alcance para livrar-me do câncer. Até mesmo encarar os malditos tratamentos, extramente fortes. Eu poderia ficar horrivelmente magra/gorda; conter-me pela perda de cabelo; ter até mesmo logo uma menopausa precoce; feridas em qualquer lugar do corpo; infecções e sei-lá-mais-o-quê.
Estava sentada em uma poltrona, terrivelmente confortável, em uma sala exclusivamente para quimioterapia. Estava eu e mais três pessoas naquela sala de porte médio.
Havia chegando às 07h00, acompanhada por meu pai e minha mãe, e por bastante insistência de minha parte, pedi para Justin não vir. Eu só não queria, fazê-lo ver, eu na minha primeira quimioterapia, que segundo o doutor não teria tempo determinado, esse tal tempo, irá ser dado, às circunstâncias que o tumor vá a parar de crescer, mas os resultados podem vir com apenas 1 mês do começo do tratamento.
Eu iria fazer a quimioterapia, com intervalo de vinte e um dias a cada sessão.
- Bom dia. - Olhei para o lado, a porta, e lá estava uma enfermeira, sorridente.
Apenas, ri de lado e respirei fundo ao notar que em suas mãos estava uma bandeja pequena com algodões, uma liga, uma injeção, e uma bolsa de soro.
- Você é a Candice Smith? - Perguntou.
- Eu mesma.
- Okay. - Disse, e pôs a bandeja em uma mesa que havia ali, e anotou algo em sua prancheta. - Vamos começar? - Olhou-me e, não foi uma olhar, hum normal, foi um olhar que transbordava pena.
- Não precisa me olhar assim. - Digo e olho para baixo. - Isso só é uma das dificuldades que todos nós enfrentamos na vida, e essa é a minha, a minha pedra no meio do caminho, que eu vou fazer de tudo para tirá-la. - A olhei, e depois para meus pais, que sorriram fraco.
- Você tem toda razão. - Disse a enfermeira. Pegou a liga, pôs amarrada no meu pulso, pediu para eu fechar a mão, passou o algodão com álcool em minha mão, encontrando assim, a veia que procurava e posicionou a agulha, logo despejando todo o liquido que havia na injeção em minha veia. E pôs em cima, um esparadrapo, apara a agulha não sair do local.
- Aqui ainda não chegou à quimioterapia, tá? - Disse e eu assenti. - Por enquanto é só um soro. - Depois, ela foi em direção maleta, pegou uma bolsa que havia um liquido vermelho, a direcionou ao pequeno porte de ferro ao meu lado, onde em sua "superfície" estava pendurado o soro que eu estava injetado em mim, o pendurou também, e juntou os fios dos dois soros - o do líquido incolor e do vermelho -, fazendo assim, os dois passarem por os pequenos tubos, e indo, vagarosamente para minha veia.
- Que liquido vermelho é esse? - Pergunto.
- Nesse liquido vermelho, estão dissolvidos os remédios. No caso, o câncer de mama, há mais de dez medicamentos que podem ser usados isoladamente ou em combinação de duas ou três drogas.
- Então estar começando a quimio?
- Sim. - Mordeu os lábios.
Eu entendi o porquê da enfermeira ter mordido os lábios. A quimioterapia era o tratamento que dava mais medo nas mulheres, por conta de seus efeitos colaterais. Por conta de seus medicamentos extremamente fortes.
A enfermeira atendeu outras pacientes que também estavam ali.
Nesse meio tempo, eu conversei com os meus pais, mexi um pouco no meu celular, falei com o pessoal pelo Whatsapp, todos, exceto Justin, perguntando do por que que eu faltei à aula hoje dei uma explicação vaga. Justin perguntava como eu estava, e eu falava que sim, pois ainda estava tudo normal. Li um pouco o livro que a minha mãe havia trago para ela. O livro, por sinal era bem interessante.
Passou-se, mais ou menos 1 hora, que eu estava ali, recebendo aqueles líquidos. 
- Em relação à quimioterapia, quais são as suas dúvidas? - Perguntou a moça que estava-me "atendendo", sentando-se em um puff à frente de mim.
- O que a quimioterapia vai fazer com as células malignas?
- A quimioterapia é especialmente tóxica para células que se multiplicam mais depressa, como é o caso das malignas e também de muitas células normais como as do sangue, das mucosas e da raiz dos pelos. A diferença é que as células normais se recuperam, enquanto as malignas morrem.
- Então, quer dizer quê, essas células da raiz dos pelos, que são as células normais, o meu cabelo pode cair, mais pode voltar a crescer? É isso?
- Exatamente.
- E eu estou bastante preocupada com as minhas reações após a quimio. - Falo.
- A principal reação do organismo é a náusea, o enjoo e o vômito, com certeza você irá senti bastante depois dessa sessão.
...
De minuto em minuto, de segundo em segundo, de décimo a décimo, de centésimo a centésimo, de milésimo em milésimo, eu olhava para aquelas bolsas naquele porte ao meu lado. Parecia que aqueles líquidos nunca acabavam. Eu queria ir embora, eu tava bastante cansada, estava naquela sala umas três horas de relógio.
- Hum. Está acabando. - Levantei-me um pouco da poltrona, por conta do susto que levei. A enfermeira falou olhando para as duas bolsas, e tirando a do que havia o soro. - Vamos medir a sua pressão. - Falou pegando a bombinha, entrelaçando abraçadeira em meu braço, e começou a apertar a bolinha.
- Com estar se sentido? - Perguntou.
- Tranquila tô normal. Não foi nada doloroso. - Digo e a enfermeira, em troca, deu um sorriso para mim.
- Você já pode ir, então. - Disse tirando com cuidado a agulha de minha mão, limpando e ponto um band-aid redondo na picada.
- Finalmente. - Digo, pego meu celular, mando uma mensagem para o Justin, avisando que estou indo para casa, e peço que fale com a galera, para as mesmas irem a minha casa à noite. Eu iria falar para eles. - Tchau, boa sorte. - Digo me levantando, e falando para outras pacientes que continuavam a quimio.
 Você não tá sentindo nada? - Perguntou meu pai.
- Nada, nada, nem tontura. Nada. - Digo, descendo as escadas.
- Ai que bom. - Falou minha mãe, abraçando-me de lado.
Chegamos em casa por volta do meio dia, não almocei nada pesado por recomendação médica. Eu tinha que seguir regrinhas básicas, como: comer devagar, consumir pequenas refeições, comer pelo menos cinco ou seis vezes ao dia, evitar tomar liquido ao comer, por conta vos enjoos...
Depois do horário que as aulas acabaram Justin logo veio me ver. Ficando assim comigo a tarde toda. Perguntou como foi à sessão, o contei todos os detalhes, e também o quando foi e é cansativo ficar horas sentada em uma cadeira.
Por incrível que pareça, ainda não estava sentindo nada, nenhum efeito dos fortes medicamentos que foram ingeridos em mim.
Eu estava, hum, de boa.
- Eu estou com uma ideia de uma letra. - Digo encostada no peitoral de Justin.
- De música?
- Sim.
- Então, põe em pratica.
- Você me ajuda? - Perguntei e vir-me-ei para ele.
- Claro. Pega aí a folha. - Disse me levantei devagar, fui em direção à mesa do notebook, peguei um caderno e dois lápis, e voltei para cama. - Como você tá pensando na letra?
- Assim, no que aconteceu depois que eu te conheci, entendi?
- Sim. - Sorriu. - Começa a fazer e depois me mostra.
- Okay. - Abri o caderno, pus em uma folha em branco, escrevi no cabeçalho: "Nova Música.". Escrevi exatas, duas freses, as li as reli e pedi ajuda para Justin:
- Como ficar melhor "Já não queria mais saber, mas foi só eu te conhecer" ou "Mas foi só eu te conhecer, já não queria mais saber"?
- Primeira claro. Bem melhor.
- Okay. - Continuei a fazer, já estava surgindo bastante frases legais. - Qual você acha melhor: "não dá pra enganar" ou "já não dá pra enganar"?
- Não dá pra enganar.
As frases, de cada verso, iam saindo naturalmente, enquanto eu já pensava na ultima frase da letra. Enquanto isso, Justin ia fazendo alguns acordes, que eu nunca ouvira.
Olhei um pouco para Justin, e nesse movimento, simplesmente, senti minha cabeça rodar.
Respirei fundo, voltei a olhar para folha, onde havia algumas estrofes feitas, e eu não consegui ver nada nitidamente, apenas borrões, tanto quanto dolorosos.
Merda.
Efeitos colaterais.
Sentei-me na cama, Justin logo me olhou, e eu fechei os olhos, tentando fazer passar aquele mal estar.
- Que houve?
- Tô tonta.
-Vem aqui. - Disse pegando meu braço, fazendo-me deitar e respirar fundo. - Tá melhor?
- Nem um pouco. - Falei baixo.
Passei um bom tempo deitada, sei lá, horas. Mas, parecia que nada adiantava, eu olhava para o teto e via tudo girar, via Justin girar - que estava fazendo carinho em meu couro cabeludo -. Aquilo tudo que estava acontecendo era horrível, mas ao mesmo tempo bom, por saber que aquelas náuseas e os vômitos estavam surgindo como uma tentativa que o organismo faz para eliminar as drogas que caíram na circulação.
Eu queria poder me levantar, para mexer nas minhas coisas, terminar de escrever a música, e até mesmo ir ao banheiro. Eu tentava fazer as coisas, mas como não conseguia, eu falava "ai, desisto", mas eu não podia simplesmente desistir. Eu tentava ficar animada, mas meu corpo não reagia. 
Eu não quero ficar assim, eu quero ficar bem, eu quero que isso passe logo.
De vez em quando, sentia minha mãe medindo a minha temperatura - minutos antes Justin foi chamá-la - para constar se eu estava com febre ou não.
- Eu vou buscar um pouco de água de coco pra você. - Disse Morganna baixo, e beijando minha testa.
- Tá bom.
Porque sei, depois da chuva sempre vem o Sol, tudo vai melhorar só o tempo pode por as coisas no lugar pra recomeçar... - Cantarolou Justin.
- Aqui. Tome pelo menos um pouco. - Entrou minha mãe novamente em meu quarto, e me deu um copo de vidro, cheio de água, porém de coco.
- Obrigada. - Peguei o copo, sentei-me e tomei devagar.
- Seus amigos estão aqui. - Disse. - Posso deixar subi-los?
- Não, eu não vou conseguir contar nada a eles nesse estado. - Suspirei. - Peça desculpa a ele por mim, por favor, e fala que depois eu explico tudo?
- Tudo bem. - Sorriu fraco. - Justin, você pode dormir aqui com ela hoje?
- Mãe, não precisa. Eu vou ficar bem.
- Mas, eu quero que ele fique aqui com você. - Olhou para Justin. - Caso ocorra algo, ele pode me chamar.
- Eu também posso lhe chamar.
- Candice, não adianta. Pode Justin?
- Claro que posso.
- Justin? - O repreendi.
- Eu fico mais sossegado com eu aqui, do seu lado.
- Mas...
- Muito obrigada, Bieber. - Disse minha mãe e saiu do quarto.
- Ela só quer o seu melhor. - Disse.
- Eu sei, mas eu não gosto do jeito que estão me tratando.
- Mas você precisa de uma atenção em especial. - Selou-me.
- Eu sei. - Sussurrei.
- Como se sente?
Parece que o seu corpo está em uma luta constante. - Digo.
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Eu mudei o ano em que se passa a fic, agora é em 2014

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