domingo, 12 de outubro de 2014

By Your Side: Capitulo 39 - Is You


09 de Setembro de 2014, 10h49 a.m – Santa Isabel, Hospital – Candice Smith.
- Pronto terminamos. – Falou Justin.
- Ficou boa, né?
- Ficou ótima! – Afirmou.
- Quando chegarmos em casa, nós podemos finalizá-la, digo, o ritmo e tal. – Falo.
- Uhum. – Olhou-me. – Ta quase acabando. – Disse olhando para as duas bolsas de líquido penduradas no ‘porte’.
- Graças a Deus! – Exclamei. – Isso é muito cansativo. Meu bumbum dói. – Fiz careta.
- Você é um idiota. – Digo rindo.
Fazia exatamente vinte e um dias da sessão passada, e cá estou eu, novamente em uma sala igual à outra, sentada em uma das poltronas do meio, com Justin ao meu lado.
Há vinte e um dias atrás, eu sofri bastante com os efeitos colaterais, eles eram bastante cansativos e dolorosos. Durante todos os dias passados, eu tentava ao máximo descansar, pois qualquer movimento brusco me causava fadiga. Meus pais – até mesmo Justin – me alertavam de todos os jeitos para lavar bem as mãos, me afastar de pessoas, hum, doentes – tem como eu me afastar de mim? - para não causar nem um tipo de infecção, se caso acontecesse, iria piorar bastante o meu estado. Até mesmo com a minha escovão de dente, tive que começar usar uma pasta de dente que contia bicarbonato de sódio e peróxido, por conta que a quimio poderia acarretar feridas na boca e na garganta. Regras básicas como eu disse no mês passado. Sem falar nas minhas grandes e pontudas unhas, que estavam até hoje doloridas e frágeis. E um dos fatores no qual me causava mais medo começou a aconteceu uma semana depois da quimio, alopecia, a queda de pêlos. Se você deve ta pensando que o meu cabelo caiu: não, ainda não.Sim, seus fios estão mais finos que o normal, mas ainda não havia começando cair. Os pêlos que começaram a cair foi os das sobrancelhas, estava com uma falha enorme na sobrancelha direita, na esquerda estava em toda parte daquelas, as falhas. Meus cílios, meus grandes cílios, estavam todos pela metade, sem deixar de citar também que, os pêlos de minha axila não cresciam mais, igualmente com os pêlos de minha vagina. Pelo menos uma coisa boa, não perder tempo depilando.
Suspirei.
Hoje, eu não recebia os fortes medicamentos da quimio – e seus malditos efeitos colaterais acima -, e sim os fortes medicamentos da Hormonioterapia. A hormonioterapia, é semelhante quimioterapia, pode ser indicada na neoadjuvância – permite diminuir o tumor.
Justin havia faltado hoje à aula para ir comigo á sessão. Já eu, não pisava meus pés na escola, desde a quimio. Meus pais insistiram bastante, eles estavam com medo, pois todos os dias eu passava mal, mal mesmo.
Nós havíamos acabado de terminar a letra da música, que eu tanto queria, em uma sala de hospital.
- Cadê a enfermeira, hein? – Pergunto impaciente.
- Calma, nervosinha. – Justin passou suas mãos em meus cabelos presos.
- Eu quero ir embora. – Olhei para baixo. – Para me preparar, para mais efeitos colaterais desse tratamento. Eu, eu apenas espero que possa valer a pena, todo o meu esforço, por que eu estou sofrendo, sofrendo muito. – Falo baixo.
- Claro que vai valer a pena, eu vejo que você está se esforçando ao máximo para se curar. Eu sei, nós sabemos que você vai se curar. Vai se ver livre esse maldito tumor.
- Você, hum, você ainda vai sentir atração por mim, quando, é, eu perder meu cabelo? Meus seios? – Falei baixo olhando em seus olhos.
- Hey, claro que vou. Eu não me apaixonei por suas qualidades físicas, e sim, pelas qualidades, daqui, do seu coração. – Pôs duas mãos em meu peito.
- Olá, Candy. – Chegou a enfermeira.
Finalmente.
- Você tem alguma dúvida sobre a hormonioterapia? – Perguntou, tirando os fios interligados em uma agulha.
- Não, quando eu vim me consultar durante a pós quimio, eu perguntei tudinho pro médico. - Digo em um tom bom para a moça de branco ouvir.
- Oh! Tudo bem. – Sorriu de lado. – Sente algo?
- Não, ainda. – Ri.
- Então, sendo assim, você já pode ir. – Disse anotando algo em sua média prancheta.
- Tudo bem. Uma dica: se você começar a sentir algo, por favor, se deite, esse é o melhor remédio, o repouso.
- Okay. Eu tenho que fazer isso, senão eu sofro.
...
- Como foi lá? – Perguntou minha avó.
- Normal, né? Sentada, recebendo medicamentos nem um pouco fracos. – Sentei-me no sofá.
- Você vai melhorar, querida. – Sentou-se ao meu lado.
- Claro que vou, nada que eu estou fazendo é em vão. Nada.
Acho tão lindo a sua força de vontade. – Olhou-me nos olhos. – Ah! Hoje, eu mesma fiz questão de cozinhar.
- Opa. A senhora quem cozinhou hoje? – Justin disse, entrando na sala com dois copos nas mãos. – Pega amor, um é pra você. – Ergueu o copo em minha direção, e sentou ao meu lado.
- O que é? – Pergunto olhando pra o copo.
- Água de coco. – Disse e tomou o seu.
- De novo? Eca. – Fiz careta. – Não sei como, que eu ainda não virei um coqueiro. – Bebi.
- Nossa, morena. O posto de piadista sem graça é meu.
- Em qual momento eu fiz uma piada? Fiz vó?
- Sei de nada. – Levantou as mãos rindo.
- Enfim, o que dona Márjoree preparou pra sua neta mais linda? – Falo.
- Até por que você é a minha única neta, né? – Passou as mãos em seu cabelo curto grisalho.
- Toma. – Disse Justin rindo.
- Vai tomar no...
- Olha a boca, amorzinho. – Selou-me.
- Vai te catar.
- Sopa.
- Sopa o quê?
- O almoço é sopa.
- Ah não, vó. – Deslize no sofá.
- Adoro sopa, Márjoree. A da senhora deve ser coisa de louco. – Mordeu os lábios.
- Justin, para de ficar adulando a minha avó, e vamos fazer as notas da música. – Digo, pegando a maleta do meu violão de duas cores, perto da escada.
- Ela, como sempre mandona.
- Sempre, querido. – Levantou minha avó. – Vou ver como tá a sopa. – E se foi.
- Vem, vamos começar. – Chamou-me.
- E o seu violão?
- Ta no carro.
- Então vai pegar? – Mexi a cabeça.
- Okay. – Se levantou, calçou suas chinelas, que estava na cozinha, e foi para garagem. Poucos minutos depois, ele logo apareceu. – Pronto.
- Agora podemos começar.
Sentamo-nos um enfrente ao outro, e começamos a melodia da música.
...
- Ta maravilhoso. – Falou Justin, pondo mais sopa em seu prato de louça fundo.
- Justin Puxa Saco.
- Candice Sai fora.
- Justin Candice Seus Crianças.
Rimos.
- O pai e a mãe não vão vim almoçar? – Perguntei afastando a louça pro meio da mesa.
- Não, eles foram trabalhar hoje por que já faltaram muito.
- Por minha causa. – Falei baixo, aliás, baixíssimo.
- Hã?
- Nada. Ah, e a sua mãe ta acertando tudo pro primeiro desfile de lingerie na empresa dela.
- Sério?
- Muito sério.
- Terminei. – Justin se pronunciou.
- Tava mais que na hora. – Digo me levantando, levando comigo meu prato pondo na pia.
- Cale-se.
Virei e dei língua para ele, e peguei seu prato e levei para o meu destino do meu.
- Vem vó, vem Justin, vou cantar a minha nova música pra vocês. – Digo pegando as mãos dos dois, ajudando-os levantar, e os levar para sala.
- Juro que nem a ajudei, nem nada. – Disse Justin.
- Justin, cala a boca. Sentem aí. – Apontei para o sofá e os dois sentaram-se, e eu sentei na poltrona muitíssima confortável.
Respirei fundo, toquei a primeira nota e comecei:
Já não queria mais saber
Mas foi só eu te conhecer
Meu mundo virou e tudo mudou
E é você
Foi tudo meio sem querer
E eu não sabia o que fazer
Meu mundo virou e tudo mudou
E é você
Ah, ah, ah, não dá pra enganar
Ah, ah, ah, sem você não dá!
Ah, ah, ah, ah, ah, ah
Eu fico louca e perco o meu ar
Sem querer, sem querer
E só agora eu posso gritar, é você, é você!
É só me beijar e te tocar eu quero mais!
Eu quero mais, eu quero mais!
Já não queria mais saber
Mas foi só eu te conhecer
Meu mundo virou e tudo mudou
E é você
Foi tudo meio sem querer
E eu não sabia o que fazer
Meu mundo virou e tudo mudou
E é você
Ah, ah, ah, não dá pra enganar
Sem você não dá!
Ah, ah, ah, ah, ah, ah
Eu fico louca e perco o meu ar
Sem querer, sem querer
E só agora eu posso gritar, é você, é você!
É só me beijar e te tocar eu quero mais!
Eu quero mais, eu quero mais!
Ah, ah, ah, ah, ah, ah
Eu fico louca e perco o meu ar
Sem querer, sem querer
E só agora eu posso gritar, é você, é você!
É só me beijar e te tocar eu quero mais!
Finalizei.
Olhei para eles dois, e começaram a aplaudir.
- A sua voz é linda, querida.
- Obrigada, vó. – Sorri para ela.
- Qual é o nome?
É você. – Disse – O que achou, amor? – Perguntei a Justin.
Ele apenas me olhava um belo sorriso no rosto.
- Eu te amo. – Disse me olhando.
- Okay, hora de sair. – Ouvi minha avó falar.
Eu te amo tanto. – Repetiu.
- Eu também te amo muito. – Deixei meu violão ao lado da poltrona, e me sentei ao lado de Justin.
- Eu não quero te perder. Nunca. – Olhou para suas mãos.
- Hey, você não vai me perder. – Levantei sua cabeça.
– Você não sabe como é difícil ver você nessa situação.
- Não, não pensa assim, eu vou me cuidar, eu lutarei contra o câncer por nós dois. – O olhei. – Eu quero ver esse rostinho lindo todos os dias, eu quero poder encarar esses olhos castanhos todas as manhãs, eu quero poder beijar essa boca a todos os momentos. – O selei.
Eu não quero viver nesse mundo sem você. – Sussurrou entre nossos lábios.
- Você não vai viver. – O beijei.
Pus minha direita em sua nuca, e esquerda e sua bochecha, e ele pôs usas mãos em minha cintura fina. Sentei-me em seu colo, logo Justin me abraçou.
Nossas línguas, em momento algum paravam quietas, sentíamos o gosto de nossas bocas a todo instante, o que era bom. Chupei sua língua, terminamos o beijo com leves selinhos.
- Eu quero só você. – Sussurrou.
Peguei sua mão, subimos as escadas, entramos no meu quarto, ao fechar a porta, empurrei o Justin pra mesma, colei a sua boca a minha, pedi passagem com minha língua, que logo foi concedida. Eu adorava seus beijos, eles eram doces, na hora do sexo, era selvagem. Ele tinha beijo para cada momento.
Aos poucos, Justin foi me levando em direção a minha enorme cama, deitou-me e subiu em cima de mim. Pela maldita falta de ar, Justin começou a beijar minha mandíbula, até chegar ao meu pescoço desnudo, enquanto beijava aquela região, suas mãos pareciam um motor, não paravam de trabalha em momento algum, logo elas entraram em contato com a minha barriga, fazendo que meu corpo, por inteiro entrasse em combustão.
Separei um pouco meu corpo contra o seu, tirei minha blusa, fazendo com quê tirasse a dele, nos final das contas tiramos todas as nossas roupas, sentei em seu colo, pus cada perna em sua cintura, o beijei novamente. Senti Justin por suas mãos em meu traseiro, fazendo com quê eu começasse é rebolar em cima de seu membro, que essa altura do campeonato tava mais que duro.
Levantei um pouco, peguei seu membro em minhas mãos, pus na entrada de minha buceta, deslizei lentamente e comecei a me movimentar. O abracei pelo pescoço e ele fez o mesmo com minha cintura.
Aquele sexo lento tava muito bom.
- Vai ... ar ... mais rápido. – Gemeu.
Comecei a cavalgar em seu pau, enquanto meus seios pulavam para cima e para baixo em seu rosto.
- Eu adoro como eles estão assim. – Sussurrou.
- Ar. – Arfei. – Mete, Justin. – Logo ele começou a se movimentar. – Ahh, isso.
Puxei seus cabelos, mordi sua orelha, e senti-o da um tapa em meu bumbum.
Logo Justin começou a se movimentar mais rápido. Ele estava perto de chegar ao seu ápice. O ajudei, e comecei a quicar.
- Isso. – Abraçou-me – Arrr.
Com os rápidos movimentos, senti meu gozo prestes a chegar.
Senti Justin dar sua ultima entocada profunda, logo senti seu gozo espalhado por toda a minha vagina.
Quiquei mais alguns instantes e logo gozei.
Com as nossas respirações descompensadas, continuamos juntinhos ali, na mesma posição inicial, abraçados.
- Eu sei que, Ele mandou você para minha vida. É você. – Finalizou.
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Eu mudei o ano em que se passa a fic, agora é em 2014

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