sábado, 17 de maio de 2014

By Your Side: Capitulo 7 - Farewell


08 de março de 2012, 12h57 p.m - Casa, Candice - Justin Bieber.
- Em Candice? Você vai mesmo embora? Por que isso agora? - Ela não me respondia, já estávamos na sala da casa de sua avó. 
- Fala, Caralho. - A pressionei. Eu estava começando a ficar nervoso, pois Candy não fala, absolutamente, nada.
- Calma. Deixa eu explicar tudo. - Disse com a voz baixa. 
- O.k
- Vem, vamos nos sentar aqui. - Disse indo em direção ao sofá, a segui. E sentei ao seu lado, mas com uma certa distância. 
- Vamos, comece. - Digo novamente. Eu queria uma explicação, mesmo não sendo nada dela. Mas querendo ser.
- Então, antes de eu contar o porquê de eu estar indo embora, eu vou falar uma coisa. É, eu fiquei pensando ontem à noite, pensei muito mesmo em relação ao que eu estava sentindo por você. Enfim, eu cheguei a conclusão que: Não podia e não pode rolar nada entre nós, por que além de mim não saber o que eu realmente sinto por você, eu não quero te iludir, eu sei como é ruim gostar de uma pessoa, e esse gostar não ser correspondido. E mesmo se nós ficarmos, namorarmos não ia da certo, até por que, de um jeito ou de outro eu acabaria indo embora, sem saber se eu ia voltar. E se eu voltasse. Você pode tá até pensando em ficar, namoro à distância, sei lá o que você queria comigo, mas você, o mundo deve saber que isso não dá certo, nunca dá certo, isso é apenas um "mito" da sociedade, só por que "eles" namoram pela internet, querem que o mundo também seja assim, mas eles mesmos sabem que isso nunca dar certo. - Ela parou de falar um momento.  E depois continuou: - Sobre eu ir embora, é que, já que a minha vó não está com nada demais, está bem, então, a minha mãe achou melhor eu voltar para o Reino Unido, para não faltar em muitas aulas. Não perder conteúdos importantes. E ela me quer por perto, ela está em casa sozinha. Eu não quero deixar minha mãe mais seis dias sozinha em casa, com eu podendo tá lá com ela. Ela sente falta de mim. Eu sinto falta dela.- Ela parou mais uma vez. - Eu espero que você entenda. Sinceramente. - Olhou nos meus olhos. 
- Eu tô tentando entender. - Digo.
- Eu espero que você entenda.  - Disse novamente. 
- Tudo bem. Eu vou embora.  - Digo levando-me.
- Mas...
- Eu tenho que digerir tudo isso. - Digo confuso sem olhar para os seus olhos. Indo em direção à porta. 
- O.k
Pus minhas mãos na maçaneta da porta e rodei-a. Abri. 
Quando já estava do lado de fora da casa, olhei para Candy que estava do lado de dentro. Candice estava com os olhos lacrimejados. 
- Você vai quando? - Perguntei com medo da resposta. 
- Hoje à noite. - Respondeu com a voz trêmula. 
O.k. - Apenas respondi.  E fechei a porta. 
08 de março de 2012, 02h09 p.m - Quarto - Candice Smith.
Eu sempre disse que nunca, NUNCA, choraria por menino nenhuma, mas essa uma situação que eu não estou sabendo lidar. Eu não sei lidar com esse sentimento, chamado: paixão.  Sim, eu acho que eu sinto por Justin é paixão.  Eu acho.
Eu não sei ao certo o porquê de eu estar chorando. Se é por causa de Justin; se é por estar apaixonada; se é por eu estar indo embora, para longe da minha avó; se é pra longe das pessoas que eu conheci aqui e que virei muito amiga de todas elas; ou se é porque ele, Justin, não me disse, absolutamente, nada. Apenas foi embora.  Nem ao menos se despediu de mim.
- Candy, você já arrumou sua mala? - Entrou minha avó no quarto. Rapidamente, limpei as lágrimas que insistiam em sair. - O que houve, meu amor? - Ela percebeu. Sentou-se ao meu lado - eu estava deitada, olhando para o teto. -
- Nada vó Márjoree. - Digo tentando ser convincente. 
- Fala, querida. - Mexeu em meus cabelos.
- É o Justin, vó. - Comecei a chorar.  - Eu acho que estou apaixonada por ele. Isso não podia acontecer.  - Chorei mais.
- Por que? Ei, a gente não manda aqui, meu amor.  - Disse doce, apontando para o menu coração.
- Eu sei. Eu só não queria me apaixonar. Não agora. Até por que, eu nem sei se vou voltar para cá.
- Tudo bem. Mas Candy, não se crucifique-se. Uma hora ou outra você ia se apaixonar, por ele ou por outra pessoa.
- Eu sei. - Disse sentando-me ao seu lado. Limpando meu rosto.
- Era ele que estava lá na sala com você agora a pouco?
- Era sim.
- A tá.  
- Eu vou arrumar as minhas malas. - Levantei indo em direção ao guarda-roupa.
- Você quer ajuda? - Perguntou. 
- Não.  Não precisa, eu preciso ocupar a minha cabeça.  
- Tudo bem. - Levantou-se e foi em direção à porta.  - Se precisar de alguma coisa é só gritar, tudo bem?
- Tudo bem. - Respondi e ela saiu.
...
Já tinha terminado de fazer as malas.  Já tinha banhado.  Na verdade, já estava pronta para ir para o aeroporto. 
- Você vai jantar aqui ou lá no aeroporto? - Perguntou minha avó, estávamos na cozinha. 
- Aqui. Quero comer, quero provar o seu tempero. Pois vai ficar difícil.  - Rimos.
- É verdade.  - Concordou.
- Vou sentir saudades vó. - Digo, comendo.
- Eu também.  Quem vai me fazer companhia? - Perguntou triste.
- Ah! Vó para.
- Tudo bem. - Riu.
- Isso tá muito bom, vó. - Digo cortando o pedaço do frango.
- Você comeu isso também no almoço. 
- Mas esse está melhor. Tá quentinho. - Digo comendo um pedaço de frango. 
- Tenho que concordar com você. 
- É, eu sei. 
Nós terminamos de jantar e ficamos conversando. Aproveitamos e ligamos para o Posto de Táxi, enviar um táxi, que logo chegou. 
Fui, e minha avó acompanhou-me até o quarto, no qual eu fiquei instalada.
- Vem, eu vou te ajudar com as malas. - Pegou uma das malas e eu a outra, e descemos. 
O taxista ajudou nós e pós as malas no porta-mala. 
Eu e minha avó nos sentamos no banco de trás, e a mesma falou:
- Para o Aeroporto Internacional. - Ela disse e o taxista assentiu. 
No meio do caminho minha avó pergunta:
- E o Justin? Ela vai para o aeroporto se despedir de você? - Perguntou receosa.
- Eu não sei. 
- Ele não te disse nada?
- Nadinha. 
- Tudo bem. Mas os seus outros amigos vão estar lá?
- Ah! Eles vão sim. - Digo alegre. 
No resto do caminho eu fiquei apenas pensando: será que ele vai ir para se despedir de mim? Ou não? Será que ele está tão chateado assim comigo para não ir me ver? 
Tantas perguntas e nenhuma resposta. 
...
Meu vôo era às 09h15 p.m. Nesse exato momento são 07h42 p.m. 
Cheguei cedo, para poder me despedir dos meus amigos melhor sem nenhuma pressa. 
Eu e minha avó, estávamos sentadas nas cadeiras que havia ali no segundo andar do aeroporto. 
- Candy? - Ouvi uma voz feminina.  Logo reconheci.  Era a Hin.
Virei-me para olhá-la. E tenho uma surpresa. 
Justin estava com ela. 
Justin estava com eles.
Justin veio se despedir de mim.
Ele veio.
Sai do transe, quando senti alguém me abraçando, era a Brooke. A abracei também. 
- Eu vou sentir tanta falta de você.  - Ela disse. 
- Eu também vou, sua fofa. - Desfiz o abraço, e puxei os bochechas. 
- Para. Você parece minhas tias fazendo isso. - Ela diz, massageando suas próprias bochechas.
- Tá vermelha.  - A alertei e ri.
- Hin. - Abracei. 
- Você vai ter mesmo que ir embora? - Perguntou.
- Vou sim.
- Candy, e o meu abraço? 
- Tá aqui, Olhuda. - Abracei Cait.
- Eu já falei pra você parar de mim chamar assim. Se isso pegar, eu juro que eu te mato. - Ele disse "brava".
- Não tem como você me matar, eu não vou tá aqui. -Respondi. 
- É verdade.  - Fez cara de pensativa. 
- Ryatito. - O abracei, mas ele não correspondeu. - O que foi? - Perguntei desfazendo o abraço. 
- Você me chamando assim. Isso broxa, amor. - Disse entediado. - Não sei quantas vezes eu vou ter que te falar, para você parar de me chamar assim.
- O.k. Não vou mais te chamar assim. Eu juro. - O abracei, dessa vez ele correspondeu. 
- Charles. - Abracei-o. - Vou sentir saudades de você, meu mongozão. - O abracei de novo.
- Seu mongozão? 
- Meu mongozão. 
- Ah! Eu gostei. - Abraçou-me.
- Ela tá te zoando, seu lerdo. - Alertou Ryan, dando um tapa em sua cabeça. 
- Tô nem aí. 
- Chaz, quieta o teu facho. - Disse Brooke. Ri.
- Cretino, eu vou sentir tanta saudades de você.  - Abracei-o. Pensei que ele não iria corresponder, por que eu sei que ele odeia esse apelido que eu dei para ele.
- Também sentirei saudades, Candy. Mas não desse apelido desgraçado que você me arranjou.  - Argumentou Chris. 
- Você vai sim, que eu sei.
Ri. E virei-me. Dando de cara para Justin. Faltava apenas ele.
Eu não conseguia decifrar a expressão que estava em seu rosto.
- Pensava que você não viria. -Digo baixo, depois de minutos de troca de olhares. 
- Pois pensou errado. Eu não sabia quando eu veria você de novo. - Disse, e pegou minha mão com sua mão direita e com a esquerda pegou a minha cintura.  E abraçou-me.
Seu cheiro era único, indecifrável. 
Eu nunca vou esquecei-me desse cheiro. Eu nunca vou o deixar ir embora de minha mente falha. Nunca.
Sentia ele inspirando meu perfume, mexendo de forma carinhosa.
...
08h52 p.m. Já havia feito o check-in.  Agora já estava  me despedindo do pessoal, da minha avó.
- Olha, fica bem tá? Se cuida direitinho, vai ao hospital com frequência. Tenta se ocupar com coisas boas. Faça tudo que você achar melhor. Me liga quando puder, e até quando não puder - Rimos com lágrimas nos olhos. -. Eu vou tentar convencer a minha mãe, a nós vim aqui nas férias. Pra nós três ficarmos juntas. Mães e filhas. - Beijei sua testa. - Vou sentir tanta a sua falta, vizinha. - A abracei. 
- Eu também meu amor. Se cuidar, minha filha.  Cuida da sua mãe.  Me ligue também quando puder. - Eu assenti.
08 de março de 2012, 09h00 p.m - Aeroporto Internacional de Atlanta - Justin Bieber.
Ela tinha acabo de se despedir de sua avó.  E veio até nós, que estávamos juntos, e começou a falar:
- Eu não sei o que falar de você. - Riu e nós rimos. Ela estava chorando. - Muito obrigada a todos, as pessoas que eu conheci e que eu virei amiga. Muito obrigada, pelos passeios,  pelas festas. Obrigada por tudo. Foi pouco tempo, mas pra mim foi muito. Foi um prazer conhecer vocês todos.
- Principalmente o Justin que eu sei. - Zombou Ryan. Rimos. Ela riu. 
- Eu não sei mais o que dizer.  Eu não tenho palavras para dizer, como foi bom de conhecer vocês. Eu amo vocês. - Ela disse e veio abraçando um por um até chegar até mim.
- Eu vou sentir muitas saudades suas. - Digo, me ofegando em seus cabelos.  E segurando forte em sua cintura. 
- Eu também vou sentir saudades suas.  - Disse ao desfazer o abraço, e dando o seu melhor sorriso.
Candy pegou sua bolsa de ombro e se afastou de todos que estavam presentes ali.
- Eu vou sentir falta de vocês. - Riu, e chorou ao mesmo tempo. - Até. - Acenou com a mão.  E todos nós correspondemos. Virou de costas e foi em direção ao portão de embarque, até que:
- Candy? - Chamou Ryan. Ela virou e ele continuou: - Eu viu sentir falta de você ficar me chamar de Ryatito.
- Eu sei, Ryatito. - Disse e virou à esquerda entrando totalmente no portão de embarque. 
Ela foi embora.
Sem passagem de volta.  Só de ida.
A primeira garota por quem eu me apaixonei foi embora.
Candice foi embora.
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