sexta-feira, 27 de junho de 2014

By Your Side: Capitulo 25 - Diagnosis


10 de Abril de 2012, 09h25 a.m - Clínica San Diego - Candice Smith.
Havíamos chegado cinco minutos adiantados pra fazer os exames juntamente com as consultas.
Estava eu, minha mãe e Justin. Meu pai não pôde vir por conta da empresa, mas ele estava torcendo para não ser nada demais.
Minha mãe estava preocupada, porém tentava não deixar transparecer. Já Justin estava preocupado e não tentava esconder em momento algum, e olha que eu nem lhe contem da menstruação precoce.
- Candice Nunes Smith? - Ouvi pronunciarem o meu nome e me levantei. - Consultório 7. - Disse a moça.
- Vamos? - Digo. E meus acompanhantes se levantam e começam a me seguir.
- Será que eu posso entrar com vocês? - Perguntou Justin ao ver que estávamos à porta do consultório 7.
- Eu não sei. - Disse minha mãe. - Eu vou perguntar. Você fica aqui. - Disse ela abrindo a porta.
- Tá bom. - Ele disse e o selei.
- Bom dia. - Eu e minha mãe dissemos juntas.
- Bom dia. - Disse o doutor.
- Pode deixar entrar o meu namorado? Ele quer saber o que eu tenho. Ele quer ouvir de sua boca. - Digo.
- Pode. - Disse dando um riso de lado.
Levantei-me - pós já estava sentada - abri a porta e falei com Justin que ele podia entrar, e entrou. E disse:
- Bom dia.
- Bom dia. - Disse o doutor de novo. - Sentem-se. - Nos estamos um do lado do outro. E ele começou: - Você é a Candice? - Perguntou me olhando.
- Sim, sou eu.
- O que sente, Candice? - Ele perguntou.
- É. Ante ontem eu comecei a sentir dor ao respirar, a minha respiração estava curta. Eu...
- E ontem, à noite, ela teve menstruação precoce. - Interrompeu minha mãe. - Era muito sangue, doutor.
- Tem certeza que era menstruação? - Perguntou ele.
- Sim, não tinha odor, era sangue puro. - Disse ela.
- Tudo bem. Responda-me uma coisa Candice: você sentiu algum tipo de desinflamação na parte torácica?
- Sim, na parte do meu pulmão.
- Tudo bem. Eu tenho um palpite do que seja, mas não vou tirar conclusões precipitadas. Vamos fazer uns exames agora. Eu mesmo vou cuidar disso. Vamos pra sala de radiografia. - Disse ele se levantando.
- Que tipo de radiografia? - Perguntou Justin.
- Vamos fazer a radiografia do tórax.
Fomos pra tal sala. Uma enfermeira deu-me uma vestimenta apropriada - apenas com aquela roupa verde e de calcinha - para fazer o Raio X. Direcionou-me para uma maca/cama e e pediu para quê eu não me mexesse. Assim fiz. E observei a maquina passar da minha cintura para cima, "despejando" um pouco de radioatividade.
Demorou mais ou menos uns cinco minutos. Tirei a roupa que estava usando no momento e pus a que tinha vindo.
O doutor nos esperava do lado de fora da sala e disse:
- Já já sai o resultado. Quando o sair os chamarei. - Disse Dr. Antônio e saiu.
...
- Está aqui o resultado. Vamos ver no que deu. - Ele disse pegando o resultado e pondo em um espécie de máquina branca com luz e pregando o resultado, vendo como está o meu tórax.
Ele continuou analisando e voltou para sua cadeira. E começou:
- Bom, as minhas suspeitas estavam certas. Você está com Pleurisia. - Disse ele.
- Que porra é essa? - Pergunto.
- Candice! Olha a boca. - Disse minha mãe repreendendo-me.
O doutor riu e continuou:
- A Pleurisia é uma inflamação na pleura. A pleura é um tecido fino que recobre toda a superfície dos pulmões. Ela é lisa e permite um melhor deslizamento entre a parede torácica e os pulmões, facilitando a respiração.
- Então, como ela se desenvolveu em mim?
- Quando a pleura, por algum motivo, fica inflamada, ela torna-se mais rugosa e grossa. A esta condição se dá o nome de pleurisia.
- É, me explica o que dar na Raio X. - Disse minha mãe.
- Tudo bem. A radiografia demonstra o derrame pleural, que é característico nas inflamações que acometem a pleura. Este derrame pleural é o líquido que fica entre o pulmão e a parede do tórax, resultado da inflamação da pleura. O derrame pleural pode ocorrer nos dois lados do tórax ou de um lado só. - Explicou.
- E tem tratamento? - Perguntou Justin.
- Sim, tem. O tratamento será decidido de acordo com a causa da pleurisia. Poderá ser necessário o uso de analgésicos e anti-inflamatórios para o alívio da dor torácica.
- E o tal líquido? Tem tratamento? - Pergunto.
- A retirada de líquido da pleura ou, até mesmo, de fragmentos da pleura, poderá ser necessária para se descobrir a causa da pleurisia e, então, definir o tratamento. Mas, não irá precisar você fazer este tratamento.
- Ah! O.k.
- E o porquê da menstruação precoce? - Perguntou minha mãe.
- É normal, ter menstruação precoce na idade dela, pois menstruação dela ainda não se normalizou. - Explicou.
Ficamos ali mais um pouco, pois o médico estava dando as receitas para comprar os analgésicos e anti-inflamatórios para o meu tratamento.
Minha mãe parou logo em uma farmácia e comprou os remédios que precisava.
...
Chegamos em casa, às 04h24 da tarde, e por incrível que pareça, meu pai estava em casa. Ele queria saber o diagnóstico e nós falamos. Todos nós estávamos aliviados.
Eu e Justin fomos para o meu quarto, nos banhamos e começamos a namorar.
- Estou no tédio. - Digo bufando me jogando na cama.
- Mas eu estou aqui, princesa. - Disse ele vindo para cima de mim.
- Você é muito convencido, sabia? - Digo o selando.
- Eu não sou convencido, e sim, realista. - Disse e me beijou.
Minha mão foi em sua nuca, aprofundando o beijo, fazendo que nossa língua transita-se uma na boca da outra.
Terminamos o beijo com selinhos. Ficamos nos olhando.
- Já sei. - Digo animada.
- O que, menina? - Perguntou confuso.
- Vamos jogar Twister? - Digo o tirando de cima de mim, e me levantando.
- Você tem o tapete?
- Tenho. - Digo indo pegar.
- O.k. Vamos jogar. - Disse ele.
Botamos o tapete de plástico no chão, e do lado o spinner - rotela - .
- Quem vencer vai ganhar o quê? 
- Num sei. Não pensei nisso. - Digo entortando a boca.
- Eu já sei. - Disse um sorriso malicioso.
- Justin, isso vai ser como as duas partes ganhasse, por que nós dois vamos praticar. - Digo.
- E daí? Vamos logo. - Disse se posicionando. 
- Pera. Já que quer assim, vamos fazer uma coisa "mais difícil". - Digo tendo uma ideia.
- Como assim?
- Já volto. - Digo indo em direção do quarto dos meus pais, indo, especificamente, para ocloset na parte de seu Jonas.
Procuro uma camisa e uma calça branca, logo acho.
Vou em direção ao escritório, onde minha mãe deixa algumas tintas e pego as seguintes cores: azul, verde, amarelo e vermelho. Pra minha sorte, também acho um pincel.
Subo as escadas, chegando em meu quarto.
- Veste isso. - Digo jogando a roupa em cima dele.
- Pra quê? - Perguntou confuso.
- Veste. E o resto deixe comigo.
- Tá. - Disse confuso. E vestiu a roupa branca.
- Agora deita na cama. - Assim ele fez. Subi na cama, abri a tinta azul, melei o pincel com a tinta e fiz a primeira bola na camisa, perto do peito, duas bolas azuis, uma do lado da outra. Depois a tinta verde, debaixo da azul, uma do lado da outra também. Abri a tinta a amarela e fiz o mesmo processo. Peguei a tinta principal, a vermelha, melei bem o pincel, abaxei-me mais um pouco, ficando na altura do zip da calça, fiz uma única bola ali. Ele riu.
- Agora eu tendi tudo. - Disse malicioso.
- Fica aqui, na frente do umidificador pra secar rápido. Por enquanto eu vou guardar as tintas.
O deixei em frente à maquina com o ar gelado, e fui deixar as tintas em seus devidos lugares.
Voltei para o quarto, e ele disse:
- Olha, eu acho que você, amor, deve fazer um spinner, deixando a maior parte vermelha. - Disse safado.
- Não, claro que não. Até por que essa é a graça. As cores irão ficar iguais, no tamanho igual na roleta, SE você tiver sorte de cair na bola vermelha, - frisei o "se" - você já sabe o que vai ganhar. - Digo rindo maliciosa.
- Sério? - Ele perguntou animado e surpreso.
- Muito sério. - Digo dando um sorriso de lado.
- Amor, vamos jogar logo. - ele disse se deitando na cama.
- O.k apressadinho. - Disse subindo na cama e rolado a pequena roleta. - Hum azul, mão esquerda. - Rolei novamente e deu amarelo, pé direto. - Agora você vai ter que me aguentar em cima de ti. - Rimos.
- Sempre vou te aguentar em cima de mim. - Disse em sentindo de ambiguidade.
- Sempre. - Riu. - Rola loga.
Rolei e deu verde pé esquerdo. Ele riu.
- Não ria. Estou ficando em uma posição nada agradável. - Digo ficando na posição certa. - Agora queridinho, torça pra quê der vermelho, por que uma mão, e os dois pés estão ocupados. - Digo rindo. - Essa é a sua chance.
- O destino estar ao meu favor. Ele está. Tem que estar. - Disse.
- Vou rolar. - Digo usando a única mão disponível, a direita. E rolo.
Meus e os olhos de Justin estavam olhando para o palito que rolava entre as cores. Ele, com certeza torcendo para que caísse na cor vermelha.
A palito foi parando aos poucos. E quase saindo da cor, o palito para.
Parou na cor vermelha.
Merda.
- TOMA, CARALHO. - Disse ele comemorando. Dando-me um selinho.
- É, né?! De certa forma eu prometi. - Digo suspirando fraco.
- É, você prometeu. - Disse dando um sorriso de lado.
- Então vamos lá. Não sou de descumprir promessas.
__________________________________________________________
Quem quiser entrar no grupo é só deixar o seu número com o DDD da sua cidade. Meu whats: 098 9223-8052 


Nenhum comentário:

Postar um comentário