quarta-feira, 16 de julho de 2014

By Your Side: Capitulo 28 - What can it be?


12 de Abril de 2012, 10h46 a.m - National Institute Elite, sala de aula - Candice Smith.
- Ela quer falar com a gente na sala de aula? Porra. Por que essa puta mal comida não arranjou um lugar mais perto da cantina? Eu tô com fome. - Reclamou Hin.
- Você sempre está com fome. - Disse Chris.
- Olha aqui, Christian. Cala a boca que eu não falei contigo. - Disse ela.
- Tá com fome ou com TPM? - Perguntou o namorado.
- Não Chris, eu tô com vontade de dar na tua cara. - Disse ela.
- Ai meu Deus. Cadê ela, hein? - Disse Brooke.
- Cheguei amores. - Ouvi a voz de Kamilla ecoar pela a sala.
- Tava na hora, queridinha. - Disse Hinet.
Kamilla não disse absolutamente nada, e foi para onde a mesa do professor ficava, sentou-se na mesa e começou a falar:
- Eu vim informar à vocês, que a data do campeonato já foi confirmada. Irá ser no mês que vem, 4 de maio. E que eu já tenho a coreografia em minha mente. Hoje, por favor, ninguém falte, - disse ela olhando pra mim. E eu levantei meu cenho e ela proceguiu: - pois já estamos com pouco tempo para passar os passos. Hoje à tarde, no ginásio no máximo às 02h30. - Disse e saiu.
- Hoje a tarde no ginásio, no máximo às 02h30. - Hin afinou um pouco a voz a imitando. - Quem ela pensa que é? 
...
- Gente, vou no banheiro. - Falei.
- Quer companhia? - Caitlin perguntou. 
- Não, não é preciso, volto já. - Levantei-me ajustando a  calça na parte do bumbum. Deixei a bandeja com meu prato em cima da mesa e já ia em direção a porta da saída, quando a voz de Justin soa me chamando.
- Candice Smith, como você ousa sair sem me dá um beijo? - Revirei os olhos. 
- Chato. - Reclamei. Caminhei de volta até ele depositando um leve selinho em seus lábios. - Posso ir agora? 
- Pode. 
Saí da cantina e fui caminhando em passos largos até o banheiro. 
Estava olhando para o chão me concentrando apenas em contar meus passos, quando senti um impacto forte de alguma coisa se chocando contra mim. 
- Mas que... - Parei de falar assim que vi a "coisa", na verdade era Nicolau. Seu rosto estava, digamos, que fodido, completamente fodido. Um olho roxo e alguns cortes sem nenhum cuidado, estavam espalhados por toda a superfície de seu rosto. 
- Candy! - Ele abriu um sorriso. 
- Nicolau! - Disse com certo desprezo na voz. - O que você quer? Não olha por onde anda não? 
- Eu até poderia olhar, mas olhar pra você me parece bem mais interessante.
- Você é ridículo, sabia? - Digo cruzando os braços.
- E você é linda, sabia? - Disse chegando perto.
- Sai de perto de mim. - Digo chegando pra trás.
- Não. Vamos aproveitar que o seu namoradinho não estar por perto.
- Sai de perto. - Repito.
- Já disse que não. - Falou.
- Você não tem vergonha na cara?
- Claro que não, o meu negócio é ser sem vergonha. - Disse cínico.
- Depois de tudo que Justin te falou, te humilhou, você ainda tem a cara de pau de vim da em cima de mim? Você tá todo arrebentado, seu rosto tá todo esfolado e ainda tem coragem vim fazer essas gracinhas pra cima de mim? Cara, você não tem amor à vida. - Disse e sai dali. Fui em direção ao local onde eu pretendia ir, antes de esbarrar por acaso - claro que aquilo esbarrão não foi por acaso - naquele imundo.
Entrei em um dos banheiros, tirei o casaco quadriculado vermelho e levantei a minha camiseta branca. Abri o feixe o meu sutiã e massageei o meu seio direito, ele estava doendo e me incomodando. A minha mama estava muito dura, e saindo um pouco de líquido branco de um dos mamilos.
Peguei um rolo de papel higiênico, enrolei um pouco do papel em minha mão direita, rasguei. E limpei o meu mamilo, ao mesmo tempo que limpei, saiu o líquido, o meu seio doeu. Ele estava muito dolorido.
Pus meu sutiã de novo, abaixei a minha camiseta e repus o meu casaco. Fui em direção à pia enorme do banheiro feminino, lavei minhas mãos e olhei no espelho. Sorri ao ver o meu próprio reflexo e disse:
- Isso não é nada demais. É apenas o efeito colateral dos antibióticos que estou tomando. - Disse, suspirei e sai do banheiro em direção ao refeitório.
- Caraca, amor. Onde você tava? Demorou muito. - Disse Justin.
- É que eu esbarrei na Holli enquanto ia no banheiro, aí a gente conversou um pouco. - Sim, eu tive que mentir. Não podia simplesmente falar que Nicolau esbarrou em mim com segundas intenções. Sentei-me.
- Mas... - Ouvi Cait se pronunciar mas logo foi interrompida por uma cotovelada na lateral de sua barriga por Brooke. - Au. - Reclamou.
Os meninos apenas a olharam confusos, mas logo deixaram pra lá.
Trouxe minha bandeja de volta em minha direção, e voltei a comer.
...
- Candice, vem aqui, é rápido. - Ouvi Hin me chamar, me virei e fui ao seu encontro. Estava ela, Brok e Cait. Estávamos no estacionamento da escola, tínhamos sidos liberados.
- Pode falar.
- Por que você mentiu? - Perguntou Brooke.
- Hã? Do que vocês estão falando?
- Você não esbarrou com Holli nenhuma. A Holli estava lá no refeitório, apenas no nosso campo de visão, os meninos não olharam por isso não estranharam. Agora porque mentiu?
Suspirei pesado e disse:
- Foi o Nicolau. - Falei. - Foi com ele com quem esbarrei. Eu não falei nada, porque eu não queria arranjar confusão. Vocês sabem como o Justin é: ele é explosivo, protetor, ciumento, complicado. - Falei a verdade.
- O que aconteceu? - Perguntou Cait.
- O filho de mãe, não tem vergonha na cara. Ele quer por que quer, ficar comigo, pelo menos um beijo. Acho que a surra que Justin deu nele não resolveu nada.
- Sabendo disso, era pra você ter falado a verdade. - Disse Hin.
- Caralho, você gosta de ver uma briga, né? - Digo.
- Sempre, queridinha. - Disse ela, e saiu rindo.
Vadia.
Chegamos onde os meninos estavam, eles estavam rindo de alguma coisa. Mas, apenas prestei atenção em Justin.
Ele é lindo. Justin estava sorrindo mostrando sua dentária maravilhosamente branca, deixando seus olhos semicerrados e à vista suas belas sobrancelhas preta e grossas. Seu cabelo estava cortado, ele abaixou, aparou um pouco mais o topete. Deixando-o lindo. Parecia que tudo estava passando em câmera lenta. Agora eu tinha mais certeza do que nunca: Justin tem um lindo sorriso.
Justin e virou-se pra mim e piscou e veio em minha direção.
- Vamos? - Disse me abraçando pela cintura.
- Vamos. - O selei.
...
E lá estava eu de novo. Na luta pra pôr a legging pra ir para o ensaio. A puxa de leve, mas a porra da legging não queria passar dos meus quadris. Mas, ela subiu. Com muito esforço mas subiu. Pus uma camiseta rosa bebê e um casaco, sim, quadriculado. Calcei minha meia e o meu tênis da Adidas branco. Peguei minha mochila, que continha: duas pequenas toalhas e um litrinho de água e o meu celular. Botei a mochila em minhas costas e desci, e fui sentar no sofá pra esperar Justin.
Uns 5 minutos se passaram e ouvi o buzina do carro de Justin. Levantei-me e gritei:
- JÁ VOU, VÓ. - Digo abrindo a porta.
Passei pelo jardim e entrei no carro de Justin.
- Nossa. - O ouvi dizer. - Já disse o como você fica gostosa de legging? - Disse safado.
- Já Justin, já. - Digo pondo o sinto de segurança.
- Pois volto a dizer: Você fica gostosa de legging, amor. - Disse me selando.
- Cala boca e dirige. Lembre-se: máximo 02h30. - Imitei Kamilla e ele riu.
- Menina grossa. - Disse ele.
- Sempre, meu amor. - Digo debochada curvando-me e dando um beijo em sua bochecha.
- Como foi com a Holli?
Merda.
- Só uma conversa rápida. - Eu não estava gostando de tá mentindo pra ele. Não mesmo.
- Sobre o quê?
- Ah! - Pensei rápido. - Era sobre a coreografia. - Digo respirando fundo.
- Ela já sabe como vai ser a coreografia? - Perguntou confuso.
- Não, ela tava falando os grupos que ela achava que iria também pra o campeonato. - Digo.
- A tá.
...
Chegamos no colégio umas 02h15 a.m e a madame Bitchenn ainda não havia chegando.
No ginásio a faladeira ali pairava. Todos os animadores estavam ali, exceto a capitã, Kamilla.
Eu e Justin fomos pôr as nossas mochilas na terceira arquibancada de baixo pra cima. E fomos sentar a última arquibancada, perto da enorme parede.
Justin apoiou suas costas na parede, deitei-me um pouco, pondo a minha cabeça em seu colo.
Drew curvou-se um pouco, e me beijou.
- Sabe o que eu queria agora? - Começou.
- Hum ... Deixa eu ver se adivinho. - Digo pensando.
- Hum ... Acho que não.
- Acho que sim.
- Olha que é difícil.
- Nunca foi fácil. - Digo  mexendo o nariz.
- Tá dizendo o quê? Que eu sou difícil? - Disse ele confuso.
- Não. Eu tô dizendo, - O selei. - que eu adoro o seu jeito marrentinho e complicado de ser.
- Jura? Eu me acho tão simples. - Disse normal.
- Sério?
- Não, tô brincando. - Rimos e ele continuou: - Mas é que eu tava falando de momento. - Disse acariciando meus cabelos.
- É, mas os momentos podem ficar complicados também.
- Mas podem ser simples se... - Parou.
- Se o quê?
- Se a gente pudesse suspender o tempo.
- Tipo como? - Pergunto curiosa.
- Sabe assim, quando a gente fica junto? Eu e você?
- Quê que tem? - Digo boba.
- Às vezes, não parece que o tempo para? Fica tudo especial? - Disse me olhando rindo.
- Parece não. É. - Digo o olhando boba.
- Então, eu acho que eu queria um tempo pra sonhar com você.
- E nosso sonho, para onde a gente iria? - Pergunto.
- A gente iria pro Canadá, o meu Canadá. - Dizia enquanto mexia em minhas unhas da mão.
- Sério? - Digo empolgada, me ajeitando em seu colo.
- Muito sério. Primeiro que é um país maravilhoso e eu quero te levar. Eu quero dividir.
- Pode dividir agora.
- Eu cheguei a conclusão, que eu quero você do meu lado em qualquer lugar. No Canadá, na Indonésia, na China. - Riu.
- E eu vou junto com você. - O selei.
- É, eu sei. A gente nasceu pra ficar junto.
- Também acho. Só que a aqui, onde a gente tá, não combina muito.
- É, aqui não não dá.
- Colégio e namoro não combinam muito.
- Mas no sonho pode.
- Isso é um convite?
- Claro que é. Sem você, a minha vida fica preto e branco, sabe? Acho que eu não consigo viver sem esse arco íris que você trás pra mim. - Sorrimos um para o outro e nos beijamos.
Durante o beijo, passei a costa de minha mão direita em sua bochecha a acariciando.
- Oh casalsinho. Eu cheguei.
- Atrasada, né fofa. - Digo olhando para o relógio em meu pulso e olhando pra Kamilla.
- Vamos logo. - Bufou.
- Fala pra gente chegar no máximo 02h30 e chega atrasada. Vai se fuder. - Disse Hinet.
- Cala a boca, e venham todos pra cá.
- Tem medo de apanhar não, vadia? - Disse Hin chegando perto dela.
- Tirem ela de perto de mim. - Disse Kamilla com medo.
Ri.
Fomos em direção à ela e a mesma começou a falar:
- Como eu já havia dito, eu sei toda a coreografia, e eu tava pensando pra não ficar uma coisa muito comum, durante alguns estantes, o Justin e o Sam, irem pra frente e fingirem uma briga... - E continuou falando.
12 de Abril de 2012, 05h17 p.m - National Institute Elite, Bebedouro - Hinet Carolli.
Eu estava totalmente suada, acabada, vermelha e com sede, claro. Peguei o meu litrinho - seco - de dentro da mochila, e fui em direção ao bebedouro para enchê-lo.
- Ele me atrai.
- Mas ele tem namorada, Holli.
- Eu sei, eu sei. Mas ele mexe comigo.
- Você fala com a namorada dele, Hol.
- Eu sei, caramba. A Candy é uma pessoa legal, boa. Ela não tem culpa, de eu estar gostando do namorado dela. Agora a merda tá feita.
- O que você fez?
- Eu pus uma carta no armário dele. - Disse Holli.
Filha da puta, fura olho.
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