segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

By Your Side: Capitulo 44 - Had Shame


23 de Outubro de 2014, 04h17 p.m – Santa Isabel, Hospital – Candice Smith.
Fazia exatamente um mês desde o "Eu me curei do câncer", digo, da festa que haviam dando para minha chegada em casa. Na qual, posso dizer que foi uma brilhante ideia, porém nada original, mas foi. Foi ótimo ter meus amigos e familiares por perto, ainda mais ajudando-me - de certa forma - a comemorar a minha volta a uma vida saudável, ou não.
Comemorar que eu estava curada do câncer.
Estou feliz, até por que eu lutei, eu dei o meu máximo para livrar-me da doença. Eu venci.
E cá estou: de frente, nua, -  não totalmente, com uma calcinha verde de hospital - com os seios à mostra, e com o cirurgião plástico fazendo rabiscos com sua caneta, e analisando a região de meu seio.
Hoje, finalmente, eu iria pôr prótese de silicone.
Eu já tinha ido ao cirurgião há semanas para ele começar a fazer a avaliação rigorosa. Até por que eu quero uma coisa natural, não na cara que eu estou a usar uma prótese. Eu tenho que saber até onde a estrutura do meu corpo cede. Sendo assim, o cirurgião, me recomendou tudo de acordo com a minha altura e biotipo, que eu usa-se uma prótese de 250 ml, de textura Poliuretano,  pois este material dificulta o endurecimento da prótese, com o formato anatômica ou gota, pois vem com a prioridade de deixar o formato do seio natural, o que era o que eu queria.
- Doutor, eu ainda posso fazer algumas perguntas? - Digo o olhando e olhando para minha mãe.
- Claro que sim, deve.
- Hum, okay. Eu estava pensando ontem, e eu posso perder a sensibilidade? - Repuxei os lábios.
- Isso pode acontecer sim, mas é temporário e se reverte depois de alguns meses,geralmente, após ter finalizado o processo de cicatrização. -  Respondeu olhando-me.
- Um impacto muito grande, sei lá, uma queda, a prótese pode vir a estourar?
- Sim, é preciso muito cuidado, principalmente nos primeiros meses. Caso ocorra uma queda, é imprescindível que a paciente procure um médico.
- Eu andei pesquisando e eu vi, que algumas pacientes relataram que sentiam frio nos seios depois da implantação. Isso realmente acontece?
- Não, pois como a prótese é implantada, não fica com a temperatura do corpo.
- Posso usar qualquer tipo de sutiã?
- Claro que sim.
- A prótese tem prazo de validade?
- Olha, nós médicos trabalhamos com a média de 15 anos para avaliar a necessidade de realizar uma troca de material.
- Hum, okay.
Eu estava nervosa, por que cara, já pensou eu ficar com uma cicatriz enorme? Ai meu Deus.
Dentre três locais, por onde a prótese poderia entrar eu escolhi a axila, mas também tinha da submamária que era abaixo do seio e a periareolar que era pelo mamilo. Cara, eu não queria uma cicatriz no meu mamilo, não mesmo, nem abaixo do seio. Então escolhi a axila. Vou fazer de tudo para a cicatriz não ficar nada visível.
- Ah, mais uma: O implante pela axila é mais dolorido?
- Isso pode acontecer mesmo, já que a região e o percurso percorrido até a mama são cheios de músculos e nervos.
- Ai. - Fiz cara de nojo.
- Ainda quer implantar por aí? -  Riu.
- Sim. - Respondi rapidamente.
- Okay, mocinha. - Levantou-se do banco que estava sentado em minha frente. - Mais uma pergunta?
- Não. - Respirei fundo. - Eu acho. - Falei baixo
- Tudo bem. Agora deite aqui, - apontou para uma maca, e assim o fiz - vou chamar o anestesista, e já volto.
- Okay. - Respondo e vejo ele sair. - Mãe, vai doer? -  A olhei rapidamente.
- Vai. - Disse se sentindo culpada.
- VOU? - Arregalei os olhos e levantei o tronco.
- Vai, filha. Mas só depois da cirurgia, claro.
- Ah bom. A tá. - Falei rápido, suspirando e deitei-me novamente. - Você me assustou.
- Eu não. Era pra você ter feito essa cirurgia quando estava tirando o tumor. - Falou baixo.
- Mas eu tava com medo.
- Mas você sabe que você não corria nenhum risco se fizesse tal cirurgia.
- Mas por eu tá em perigo, por eu precisar fazer aquela cirurgia eu tive medo.
- Eu sei. Mas tá tudo bem.
- Eu quero falar com Justin.
- Não. - Abriu bastante os olhos. - Não mesmo. - Ergueu o dedo indicador para cima.
- Por quê? - Fiz cara de sofrida.
- Por que foi uma luta pra vocês se largarem.
- Continuo querendo falar com ele.
- Mas não vai. - Cruzou os braços. - Não duvido nada que ele esteja na sala de espera.
- Sério? - Digo alegre.
- Não.
- Mãe! - A repreendi. E a mesma ergueu as mãos para  alto.
- Boa tarde. - Entrou um garoto. Sim garoto. Pelo menos ele tinha aparência nova. Ele estava usando um jaleco e um crachá, que eu estava custando para lê-lo.
Victor.
- Como vai? - Perguntou-me pegando um elástico.
- Nervosa.
- Você não pode ficar nervosa, moça.
- Okay, não tô nervosa. - Ele riu.
- Já mediram sua pressão? - Perguntou e passou algodão com álcool onde fica a veia do meu braço.
- Sim.
- Vai ser que tipo de sedação? - Perguntou minha mãe.
- Local. - Respondeu a olhando e balançando a siringa.
- Eu odeio isso. - Digo fechando os olhos, após olhar a siringa.
- Vai ser só uma picada.
- Todos dizem isso. - Revirei os olhos.
- É, eu sei. - Riu. - Vou aplicar em você, e em poucos minutos você vai começar a ficar zonza, ver tudo não nitidamente. E vai apagar, depois de algumas horas você acorda. - Disse.
- Tudo bem. - Suspirei e ele posicionou a siringa e pressionou.
- Hum. - Fechei os olhos. 
- Pronto. - Tirou o elástico do meu braço e disse: - Quando ela começar a ficar sonolenta, chame o cirurgião, pois daremos inicio à cirurgia. - Disse para minha mãe.
- Tudo bem. - Ela respondeu e ele saiu.
- Mãe? - Digo baixo.
- Quê?
- Depois que eu me recuperar, dessa cirurgia, eu vou poder ser a modelo da sua primeira coleção? 
- Vai, se o Justin deixar, vai.
- Ele não tem nada a ver com isso. - Fechei meus olhos devagar e os abri.
- Tem sim. -  Riu.
- Vai separar a melhor lingerie pra mim, né? - Virei minha cabeça.
- Vou. A melhor. e vou chamar o médico. Já volto. - Saiu.
- Okay. - Respondi baixo, mesmo sabendo que ela não tinha ouvido por ter saído. - Ele vai deixar. Eu sei que sim.
Entraram no quarto pessoas, uma delas o cirurgião, e outras duas pessoas com uma maca.
- Põem ela aqui, direitinho. - Disse o cirurgião. -  Como se sente? - Olhou-me.
- Tonta.
- Muito bem.
- Não mesmo. - Senti mão me pegarem, suspenderem-me e botando em outra maca.
- Levem-a para a sala de cirurgia. - Disse alguém.
Apenas senti a maca começar a ser levada para fora do quarto e ouvi minha mãe dizer:
- Fica calma, vai dar tudo certo.
...
-  Como se sente? 
- Dolorida. - Falei e olhos fechados. - E sonolenta.
- Normal. - Respondeu minha mãe. - Abre os olhos.
- Não. Dói.
- Justin tá aqui.
- Tá? - Abri os olhos.
- Tá. - Riu. - Só assim pra você abri seus olhos. - Riu mais. - Olhe, seus novos seios. - Olhou-me feliz.
- Eu tenho volume no busto? - Olhei pra ela.
- Tem. - Chegou mais perto.
- Sem nada de câncer? - Funguei.
- Sem nada de câncer. - Falou com a voz falhada.
- Não acredito. - Chorei.
- Ei, ei. Calma. Não fica assim. - Limpou minhas lágrimas.
- Mãe, eu tinha perdido minha feminilidade e eu voltei a ter. Eu me sentia horrível. Quando eu me banhava e eu olhava e não via mais nada, eu sempre chorava, mãe. Sempre. - Chorei mais.
- Calma, por favor.
- Eu não me sentia bem perto do Justin, nem um pouco. Mesmo antes, de eu passar mal, a gente nunca mais tinha...tinha...
- Não fizeram mais amor?
- É. Ele deve estar de saco cheio de mim.
- Não tô não. - Ele entrou.
- Amor? - Chorei.
- Ei, babe. - Veio em minha direção.
...
- Você tem que ficar 30 dias com esse sutiã cirúrgico...
- Horrível, porém estou acostumada. - Suspirei.
- 30 dias no mínimo, deve ser retirado apenas para o banho, além do mais que não pode fazer movimentos bruscos durante um período de 15 a 20 dias. Evitar esforço físico, levantar os braços acima do nível dos ombros e carregar peso por 45 dias, no mínimo.
- Okay. Entendi.
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Eu mudei o ano em que se passa a fic, agora é em 2014

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