sábado, 17 de maio de 2014

By Your Side: Capitulo 11 - Reunion


13 de março de 2012, 03h10 p.m - Aeroporto Internacional de Atlanta - Candice Smith. 
Depois de mais de onze horas de vôo, acordo com a aeromoça informando que o avião iria pousar, e que era para conferirmos se os nossos cintos estavam realmente lacrados, fechados. 
Ao conferir que o cinto estava mesmo fechando, senti um friosinho na barriga. O avião estava pousando. 
Pousando na terra de Atlanta. Onde será a minha mais nova cidade.
Desembarcamos do avião - eu, meu pai e minha mãe -, fomos pegar nossas malas. Logo, saímos no portão de desembarque. 
- Vem alguém te receber filha? - Disse meu pai olhando-me e para os lados.
- Não, eu acho que não. - Respondi, também olhando para os lados. 
- Então vamos. - Disse ele, pondo novamente seus óculos escuros, e botando suas duas mãos no carrinho que levava algumas de nossas malas. 
Nossos passos iam em direção à saída do grande aeroporto, ate que:
- Candice? - Chamou-me uma voz, que até então não eu não reconhecera. Logo, virei-me.
- Justin. - Respondi sorridente ao virar e ver que era ele. Corri em sua direção, fazendo meus pais pararem e ficarem observando o que estava acontecendo. Abracei Justin.
Depois de um grande tempo abraçados. Eu, sentindo o seu delicioso cheiro, sentindo seu braços malhados me envolvendo em si. Sentindo Justin, se afogar - literalmente - em meus cabelos pequenos. 
- Viu? Viu como era verdade, que eu viria morar aqui? - Digo ainda abraçada à ele, quebrando o silêncio. 
- Vi. - Ele disse em um sussurro. - É maravilhoso sentir o seu cheiro de novo. - Cheirou novamente meu cabelos, pescoço. 
Apenas consenti, fechando os meus olhos. Curtindo o momento.
- Estamos aqui também. - Ouvi a voz de Chris. 
Ri desfazendo o abraço com Justin. 
De verdade? Eu nem tinha reparado que tinha mais gente com ele.
- Ai. Meus amores. - Fui andando rápido em sua direção, abraçando, primeiramente, Hinet. E fui envolvida por outros abraços.
- Cara, eu tava morrendo de saudades de você, sua cadela. - Disse Hin.
- O.k. Melhor parar com os abraços, senão eu irei morrer sufocada. - Digo rindo, e eles desfazendo o abraço.
- E eu não quero que ela morra. Ela é a minha joia rara. - Disse minha mãe. 
- Menos mãe. - Disse com vergonha. 
- Não, não pare senhora. - Disse Rayn rindo para minha mãe. - Você é a joia rara da mamãe. - Zombou. 
- Cala boca, Ryatito. - Comecei.
- Vai começar, velho. - Disse. - Mas eu estava com saudades de ouvir você me chamando assim, joia rara. - Fez ênfase em suas duas últimas palavras. 
- Eu sei que você estava com saudades. 
- Claro, ele acabou de te dizer que estava. - Disse irônico Chaz.
- Cala a boca você também, mongozão.
- Ai, mongozão. Senti falta disse. - Abraçou-me. E ri.
- Largue-me. Deixe eu falar com Cretino. - Desfiz o abraço com Chaz, indo em direção à Christian. 
- Saudades, cara. - Digo abraçada à ele.
- Eu sei. Todos sentem saudades do Chris aqui. - Falou dele mesmo.
- Convencido Christian ao extremo. - Falo desfazendo o abraço.
- Coisa Fofa, que saudades. - Digo indo em sua direção. 
- Ai meu amor. Eu também estava morrendo de saudades. - Respondeu Brooke, e envolveu-me em seus braços. 
- Você continua linda, Candy. - Disse.
- Você também, Brooke. - Desfiz o abraço.
- Quer dizer que você fala com todo eles - apontou - menos comigo? Tudo bem. - Disse Cait emburrada.
- Oh meu amor. Estou aqui, indo te abraçar. - Falo.
- Eu não quero o seu abraço. Cara, você ficou um tempão abraçada com o Justin. Não, tudo bem, vocês tem o rolo, até pode passar. Mas depois, você deveria vir me abraçar, eu sou mais importante que eles aí. - Apontou fazendo drama.
- Menos, Cait. Menos. Eu estava indo te abraçar, e você começou a sua linda, bela dramatização. 
- Acho que serei uma atriz. O que você acha? - Disse já com o seu humor normal.
- Eu acho ótimo. Você deveria fazer teatro, e encenar uma dramatização. - Zombei. Indo abraçá-la.
- Coisa arrogante. - Disse desfazendo o abraço, fazendo-me ficar cara a cara.
- Tanto faz. Sabe, é impressão minha ou o seu olho cresceu mais? - Digo saindo de perto dela, e gargalhando. Fazendo todos que estavam ali perto gargalhar também. 
- Eu não vi graça nenhuma. - Disse séria. - Não, espera um pouco. Deixa eu ver se eu a encontro aqui no meu bolso. - Disse olhando para o bolso da frente de sua saia vermelha.
- Nossa cara, como você é sem graça. - Disse Justin.
- Alguém falou contigo Justin? É. Não. - Falou Cait. Rimos.
- É. Não querendo atrapalhar, mas já atrapalhando. - Disse minha mãe - É que nós temos que ir para o condomínio. Tem gente nos esperando lá. 
- O.k. Deixa eu só me despedir deles. É rápido. - Disse olhando-á.
- Tudo bem. - Disse indo em direção ao meu pai. 
- Então, eu vou ter que ir...
- Eu sei, nós ouvimos a sua mãe dizer, até por que ela disse mais pra nós, do que pra você. - Interrompeu-me Chaz.
- Então, tchau. Depois eu passo o meu mais novo endereço pra vocês. - Digo ignorando o idiota do meu amigo, e indo abraçar todos, um por um.
Ao chegar nele, abracei-o. Sentindo o mesmo abracar-me forte. E sussurrar:
- Eu gosto do seu cheiro. 
- Eu também gosto do seu. - Respondi, e ele desfez o maravilhoso abraço.
- Até logo. - Disse beijando minha bochecha direita.
 
- Até. - Distanciei-me olhando para sua boca, e mordendo a minha.
Olhei para todos e ri acenando. 
Antes de chegar aos meus pais que não estavam muito longe, lembrei. E virei-me fitando o pessoal, que ainda estavam ali, olhando eu ir.
- HEY. - Gritei. E eles ainda olhavam-me. - VOCÊS CONHECEM O NATIONAL INSTITUTE ELITE?
- SIM. - Responderam todos elea, olhando-me desentendidos.
EU VOU ESTUDAR LÁ. - Respondi mesmo sem ter uma pergunta, e virei-me indo embora.
...
Estávamos quase chegando na portaria do condomínio onde iríamos morar. Meu pai parou na portaria, informando seu nome para o porteiro, que logo deixou-nos entrar. 
Meu pai estava em uma velocidade média de 40 km no carro que alugou temporariamente. O grande condomínio era lindo. Mansões lindas e grandes, com tudo que uma verdadeira casa tinha direito de ter. Dava de perceber que o território que aquele condomínio ocupava era enorme, pois cada mansão ocupava terrenos enormes. 
Percebi que meu pai parou o carro, e ficou olhando para o seu lado esquerdo. Ele estava olhando para uma linda mansão, meio amarela, porém estava mais para branco, pois o amarelo estava super fraco. A infraestrutura da frente da casa era linda e grande. 
- É aqui? - Peguntei meio impressionada. 
- Sim, gostou? - Disse minha mãe saindo do carro do banco do passageiro. 
- Eu amei. - Digo, também saindo do banco de trás do carro.
- Vem, vamos entrar o Corretor já deve estar a nossa espera. - Disse meu pai apressado. 
- Mas e as malas? - Perguntou minha mãe. 
- Depois nós pegamos. Agora vamos. 
Minha mãe e nem eu respondemos nada, apenas fomos atrás dele.
Entramos na casa, logo deparei-me com a sala, - constatei - pois já estava toda mobilada com sofá, tevê, puffe, uma mesa central. Sala grande, espaçosa e linda.
- A casa está toda mobiliada? - Perguntei olhando toda a sala. Admirando-a.
- Está sim. - Respondeu uma voz saindo de um cômodo. - Prazer Família Smith, sou o corretor da família, Benjamin Black. - Apresentou-se.
- Olá, Sr. Black. - Comprimentou meu pai com um aperto de mão.
- Como foi a viagem? - Perguntou simpático. 
Benjamin Black, parecia ser bem novo, aparentava ter uns 24, 25 anos. Além de ser bem arrumado, - ele estava com uma calça jeans, uma blusa não muito gola V branca, com um blazer preto, e com um sapatenis. Deixando seu look descontraído. - ele era lindo. 
- Foi ótima. - Respondeu minha mãe sorrindo. - Atlanta é uma cidade linda, como Londres.
- Mamãe e suas comparações. - Digo revirando os olhos, fazendo Benjamin rir.
- Enfim, querem conhecer a nova casa? - Perguntou o Corretor. 
- Sim. - Respondeu eu e minha mãe juntas. Rimos juntas, pelo acontecido. 
Ele logo, direcionou-se para o cômodo que ele havia aparecido. Era a cozinha, enorme também. Fala sério, parecia cozinha de filme.
Ele apresentou todos os cômodos da mansão, e o meu quarto. 
Ele tinha pintura clara, era um branco com um lilás bem claro. Com uma cama de casal no centro do quarto - não era encostada na parede, ou em qualquer coisa sólida como o tradicional. -, havia duas portas, constatei que uma era a do banheiro, e a outra era do meu closet. Fui em direção à uma porta que tinha do lado esquerdo da cama. A abri, deparando-me com um enorme banheiro com pisos preto e branco, o box, era grande, havia também uma banheira de hidromassagem, e uma grande pia, e um espelho - enorme - também. 
Sai daquele cômodo, e fui em direção à porta do lado direito da cama. Abri a porta, vendo o closet, grande, com um enorme corredor.
Fiquei ali um pouco vendo o espaço para casa coisa que eu ia usar. Decidi banhar um pouco, para deitar. Estava cansada da viagem. 
O banho não demorou muito, logo estava enxugando-me com uma toalha que havia ali. Já totalmente enxuta, pendurei a toalha molhada, em um ferro que existia ali. E peguei um roupão que tinha um pequeno armário debaixo da pia, e vesti-o.
Sai daquele recinto, e ouço meu celular tocando. Fui em direção à minha bolsa, onde ele estava. E o peguei.
Era Justin me ligando.
Atendi:
- Alô? Candy? - Disse ao perceber que atendi a sua ligação. 
- Oi Justin.
- E aí? Gostou do seu condomínio?
- Sim, muito. A minha casa é linda, cara. Parece aquelas mansões de cinema, sabe? - Respondo empolgada. 
- Sei sim. - Riu. - Então, deixa eu te perguntar uma coisa?
- Tudo bem, pergunte. 
- Aceita sair comigo hoje? 
- Sair? - Perguntei surpresa. Já sentia o meu coração acelerar. 
- Sim. E aí?
- Eu. Eu. - Pensei um pouco. 
- Se quiser não acei...
- Eu aceito. 
- Aceita? 
- Sim. Eu aceito. 
- Tudo bem. Umas 09h30 p.m eu vou te pegar. Tudo bem?
- Tudo.
- Ah! Qual é o condomínio que você está morando? - Perguntou.
- É no The Luxury. - Respondi. 
- Nossa. No melhor e mais caro condomínio de Atlanta. - Disse.
- É, né?! Eu posso. - Digo rindo convencida. 
- Nossa. Ela nem se acha. 
- Nem um pouco. - O silêncio reinou na ligação por alguns segundos. - É, eu vou desligar. Vou dormir um pouco, por enquanto que está cedo. Estou cansada. - Digo me sentando na cama.
- Tudo bem. Até. Beijos coisa linda.
- Beijos.
Desliguei.
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