sábado, 9 de agosto de 2014

By Your Side: Capitulo 33 - Great Perhaps


23 de Abril de 2014, 08h17 p.m - Condomínio The Lexury, Quarto - Candice Smith.
"Saio em busca de um Grande Talvez."
Essa frase estava martelando em minha cabeça.
Será que eu vou ter um Grande Talvez? Será que eu vou encontrar o meu Grande Talvez? Será que eu vou estar viva pra ver o meu Grande Talvez? Será?
Eu sei, sou tão nova pra pensar nisso, mas, assim, é preciso. Nós temos que pensar no amanhã, mesmo que o amanhã não nos pertença.
Os meus homônimos estão a flor da pele. Deve ser por isso que estou pensando sobre o assunto, e também por que estou na página 5 do livro "Quem é você, Alasca?" em quê fala do Grande Talvez.
Eu quero ter o meu Grande Talvez. E você?
Será que eu irei ter um Grande Talvez ao lado de Justin?
Ontem, hoje os meus dias estavam péssimos. Eu estava com um mau humor da porra. Eu estava fazendo de tudo para não tratar as pessoas que eu amo mal. Mas estava começando a ficar difícil. Bastante difícil.
Eu estava me irritando por qualquer coisinha, até boba que seja. Eu não sei o que está acontecendo comigo.
Deve ser esses sintomas que eu devo estar tendo, que está me deixando bastante tensa e ... com medo. Eu não sabia o porquê daqueles sintomas estarem a aparecer, mas sempre tento e quero pensar, que seja apenas um efeito colateral dos antibióticos que estou tomando, que está deixando-me assim e de mau humor.
Passei para página 6, com certa brutalidade. Caralho, eu estou muito, mais muito estressada.
Hoje, eu até evitei falar muito com os meus amigos, meus pais, minha avó. Evitei a falar no treino para o campeonato.
Ouço algumas batidas na porta. E Justin põe a cabeça à porta.
- Oi. - Disse entrando no quarto.
- O que você estar fazendo aqui? - Digo ríspida.
- Hey. Calma. Abaixa a guarda aí, Morena. - Disse na defensiva e entrou no carro. - O que houve? Você hoje nem falou comigo direito.
- Nada que te interesse. - Digo voltando a ler.
- Interessa sim, Porra. - Falou. - O que tá acontecendo? - Disse pegando o livro de minhas mãos, e se sentando ao meu lado na cama.
- Nada, Justin. Nada.
- Porra, Amor. Fala pra mim. - Insistiu.
Porra. Eu estava perdendo a paciência.
- Justin vai em bora. - Respirei fundo.
- Não, não vou. - Disse rápido. - Por favor, me diz o que tá acontecendo.
- Não tá acontecendo nada, Caralho.
- E porquê você tá me tratando assim, Porra? É claro que tá acontecendo alguma coisa.
- Eu tô se saco cheio, Justin. De saco cheio. - Explodi olhando-o. O mesmo olhava-me confuso.
- Saco cheio de quê?
- De nada.
- De mim? - Perguntou baixo. - Hein, Candice?
- Não. - Disse baixo.
- Fala a verdade, Porra. - Levantou-se.
- É. - Gritei.
- Por quê? Candice, eu faço tudo por você, para você. E você vem e diz que tá de saco cheio de mim? Nada o que eu fiz teve valor pra você? Nada?
- EU TÔ DE SACO CHEIO DO SEU "MIMIMI". TÔ DE SACO CHEIO DO SEU GRUDE. EU TÔ DE SACO CHEIO DE VOCÊ. - Gritei com os olhos marejados.
- Não pode ser. - Disse rindo sem graça. - ISSO É MENTIRA. - Gritou nervoso.
- VOCÊ NÃO ME DEIXA VIVER.
- EU NÃO TE DEIXO VIVER?
- VOCÊ SEMPRE, SEMPRE ESTAR JUNTO COMIGO.
- ISSO É AMOR, CARALHO. EU PENSAVA QUE VOCÊ GOSTAVA DA MINHA COMPANHIA. DA COMPANHIA DO SEU NAMORADO.
- EU GOSTO DA COMPANHIA DO MEU NAMORADO, MAS O MEU NAMORADO É UM PORRE. NÃO SAI DO MEU PÉ.
- EU SOU ASSIM COM VOCÊ, POR QUE VOCÊ, VOCÊ CANDICE SMITH, É O AMOR DA PORRA DA MINHA VIDA. A PRIMEIRA NAMORADA QUE EU TRATO ASSIM. COM TODO AMOR. CARALHO, EU SEMPRE ESTOU AQUI PRA SE APOIAR. PRA TE CONSOLAR, E VOCÊ DIZ QUE TÁ DE SACO CHEIO DE MIM? NÃO É POSSÍVEL. - Seus olhos estavam lacrimejados. -Você não sabe o quanto está doendo ouvir isso da pessoa que você ama. - Disse baixo passando aos mãos em seu cabelo.
- EU SÓ QUERO VIVER. EU TÔ ME SENTINDO UM PASSARINHO EM UMA GAIOLA.
- SAI, PORRA. SAI DA PORRA DESSA GAIOLA. NÃO É ISSO QUE VOCÊ QUER? SAI. QUER QUE EU ABRA A JANELA? EU ABRO, VAI SER DIFÍCIL, MAS EU ABRO. VOCÊ NÃO QUER VIVER? VAI VIVER.
- EU QUERO CONHECER O MUNDO. NÃO QUERO VIVER PRESA.
- VOCÊ PODE CONHECER COMIGO, CANDY. COMIGO. - Derramou as lágrimas que estavam acumuladas.
- EU QUERO CONHECER O MUNDO SOZINHA. VOCÊ ESTAR ME DEIXANDO PRESA.
- VOCÊ TÁ SENDO EGOÍSTA. VOCÊ ESTAR PENSANDO APENAS EM SI.
- NÃO, EU ESTOU PENSANDO EM NÓS?
- NÓS? - Riu.
- Nós somos muito novos pra nos prender um ao outro. Nós somos muito novos pra amar.
- Quem disse isso? Só por que somos jovens não podemos amar? Ai meu Deus. - Disse rindo em direção à porta. - O que eu tô mais impressionado é que: eu vim aqui pra saber o que estar acontecendo com você, te ajudar e você me trata assim, falando coisas sem pé nem cabeça. Você não é a minha Candy. - Disse por fim e bateu forte a porta.
Eu estava paralisada no meu de meu quarto.
Chocada.
O que tinha acabado de acontecer nesse quarto.
O que eu tinha acabo de fazer?
Eu não acredito que eu fiz isso. Eu não acredito que eu disse coisas absurdas para o amor da minha vida.
O que eu fiz com o meu namoro?
Corri pro banheiro, abri a porta com rapidez. Parei em frente ao espelho e vi a minha situação: meu rosto estava começando a inchar, junto com as lágrimas salgadas que insistiam em cair em abundância. Eu estava horrível, tanto por dentro, quanto pra fora.
Malditos remédios.
Eles estão acabando com a minha vida.
Lavei meu rosto, esfreguei bem meus olhos os deixando mais vermelho. Enxuguei. Voltei pro quarto calcei a sapatilha mais próxima e desci as escadas.
Eu tinha que achar ele.
- MÃE? PAI? - Gritei do andar de baixo olhando para todos os lados da casa.
- Estamos aqui. - Ouvi a voz da minha mãe, vindo do escritório.
Andei rapidamente para o cômodo e adentrei.
- Cadê o Igor? Ele está ocupado? - Digo referindo-me ao motorista da casa.
- O que houve com você? - Disse minha mãe olhando para o meu rosto inchado. - Cadê o Justin?
- Cadê o Igor, pai? - Ignorei minha mãe.
- Deve estar na área de segurança. Pra quê?
- Eu tenho que ir atrás do Justin. - Digo saindo do escritório e sabendo que a minha mãe me seguia.
- Por quê?
- Eu e o Justin, mãe. Eu e o Justin nós brigamos. Eu tenho que consertar a besteira que eu fiz. - Digo saindo da cozinha indo em direção à Igor que estava perto do portão principal. - Da pra você me levar na casa da Pattie? - Funguei.
- Claro, senhorita. - Disse.
- Não é melhor você ir amanhã, Candy?
- Não mãe, o Justin pode fazer alguma besteira. Ele é muito impulsivo.
- Tudo bem. Por favor, dei-me notícia. - Falou.
- Tudo bem. - Entrei no carro, no banco de trás.
Senti o carro arrancar da garagem da mansão, saindo do condomínio e indo para o que o Justin mora. Eu espero que ele esteja lá.
...
É a terceira vez que eu toco a campainha seguida e nada de Pattie, ou até mesmo de Justin.
- Já vai. - Ouvi a voz de Sílvia, a empregada doméstica.
Respirei fundo tentando manter a calma que aquele momento, que naquele dia eu não estava tendo.
- Sílvia, o Justin estar? - Perguntei ao vê-la ali.
- Não Candy, ele saiu há duas horas mais os menos.
- Obrigada. - Disse, desci rapidamente os pequenos degraus da escada que havia ali. E adentrei no carro. - Vai pra outra rua. - Referi-me - e ele sabia - à rua à direita, onde era que os garotos moravam. O carro logo parou e eu desci.
Toquei uma vez a campainha, logo a porta foi aberta, e pôr Chaz.
- O Justin tá aí?
- Não. Por quê?
- Valeu. - Não respondi sua pergunta, e fui para há três casa depois da sua.
- Brok, o Justin tá aí?
- Não.
Merda. Merda. Merda.
Eu já fui na casa de todos os nossos amigos, e ele não estava em nenhum deles.
Eu não fazia ideia de onde ele estaria.
Peguei meu celular do meu bolso da parte de trás do short. Disquei seu número, com a esperança que ele atendesse mais nada. Dava desligado.
Isso tudo é culpa minha. Eu sou uma imbecil.
Como eu pude falar aquelas barbaridades pra ele? Pra a pessoa que mais me apoia? Que mais me ajuda? Eu sou completamente idiota.
Sentei-me no paralelepípedo da calçada da casa de Cait, e comecei a chorar.
Eu só queria saber onde estava o meu namorado. Eu só quero pedir pra ele me desculpar, me perdoar.
Droga.
Por que eu não me controlei? Por quê?
Eu sei que eu posso encontrar o meu Grande Talvez. E posso encontrar o meu Grande Talvez junto com o Justin.
Liguei para nossas casas, pra saber se ele havia parecido pelo menos em uma, mas nada.
Levantei da calçada, limpei o short.
- Vamos pra casa. - Funguei.
Não, eu não estava desistindo. Eu nunca desistiria de Justin. Nunca.
Mas deixaria isso pra amanhã. Eu estaria de cabeça fria.
Entrei no banco de trás, novamente. E Igor seguiu o trajeto.
Mas, onde poderia tá?
Eu fui em todos os lugares que ele costuma estar, junto com os amigos. Mas nada. Porra de um nada.
- Merda. - Falei baixo. Eu havia esquecido de uma pessoa. Da Hinet. - Igor, voltar pro Puerto Rico. - Falei o nome do condomínio onde eles moravam.
Ele tem que estar lá. Ele vai estar lá. Nós precisamos conversar.
Como não estávamos muito longe do condomínio, logo chegamos.
Desci do carro.
Toquei a campainha, logo a empregada da casa de Hinet abriu a enorme porta.
- A Hin tá?
- Tá sim.
- Dore, me trás uma água com a açúcar. - Ouvi Hinet falar no começo da escada.
- Dona Hinet, a Candice estar aqui. - Falou Dore.
- Tá aí? - A ouvi perguntar. E desceu.
- Ele tá aí? - Foi a única coisa que saiu de minha boca.
- Está. Por que você fez isso com ele?
- Eu não estava bem.
- E resolveu descontar nele?
- Desculpa. - Comecei a chorar. - Eu procurei em todo lugar, mas ele não estava.
- Sabe porquê ele veio pra cá?
- Por quê?
Por que ele me disse que foi aqui a primeira vez que ele viu o amor da vida dele.
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